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terça-feira, 28 de julho de 2026

Bancário e ex-presidente do BRB divergem sobre origem de créditos em apuração de fraudes milionárias

O banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, apresentaram versões conflitantes sobre a origem de carteiras de crédito durante uma acareação realizada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em dezembro do ano passado. O depoimento faz parte do inquérito que apura supostas fraudes no Banco Master e a tentativa de aquisição de seus ativos pelo BRB, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

As divergências surgiram ao serem questionados sobre a titularidade das carteiras de crédito da empresa Tirreno, ligada ao Banco Master. Daniel Vorcaro afirmou que as carteiras eram provenientes de investimentos de terceiros e não pertenciam diretamente ao Master, informação que teria sido comunicada ao BRB durante as negociações.

Versões opostas sobre a propriedade dos créditos

Segundo Vorcaro, a estratégia comercial envolvia a venda de originadores de terceiros, afastando-se da originação própria do banco. No entanto, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, declarou ter sido informado de que os créditos eram originários do próprio Master. Na visão de Costa, as carteiras eram do Master, negociadas com terceiros e recompradas para serem revendidas ao BRB.

A investigação da PF aponta a Tirreno como uma empresa de fachada, utilizada para simular operações de compra e venda de créditos. A Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, investiga a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, cujas fraudes podem ultrapassar a marca de R$ 17 bilhões, incluindo a tentativa de compra pelo BRB.

Investigação tramita no STF e Banco Master foi liquidado

Em dezembro do ano passado, o ministro Dias Toffoli determinou que a investigação sobre o Banco Master tivesse andamento no STF, e não na Justiça Federal em Brasília, devido à citação de um deputado federal nas apurações, o que garante foro privilegiado ao parlamentar na Corte.

Diante dos indícios de irregularidades, o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central.

Com informações da Agência Brasil