
Em meio a todas as polêmicas que cercam sua gestão, o prefeito David Almeida (Avante) se tornou alvo de sete investigações criminais autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A decisão ocorre mais de um ano após o pedido do Ministério Público, que apura viagens de luxo ao Caribe e contratos suspeitos envolvendo familiares do prefeito.
As apurações só avançaram agora por causa do foro privilegiado de David Almeida, que exigia aval dos desembargadores do TJAM. O caso passou por cinco relatorias em 13 meses, sem andamento, até ser assumido pela desembargadora Vânia Marques Marinho — um intervalo considerado incomum por juristas ouvidos reservadamente.
Entre as suspeitas, o Ministério Público investiga se empresários com contratos milionários com a Prefeitura de Manaus teriam bancado despesas do prefeito e da primeira-dama, Izabelle Fontenelle, durante viagens ao Caribe nos carnavais de 2024 e 2025.
Em uma das ocasiões, Izabelle foi filmada em uma festa de luxo na ilha de São Martinho, cercada por empresários ligados a contratos públicos da capital amazonense. Além disso, familiares do prefeito também são alvo de apurações por relações diretas com fornecedores da Prefeitura.
A Prefeitura de Manaus afirmou, em nota, que não foi oficialmente notificada sobre a abertura das investigações e que todas as viagens do prefeito foram custeadas com recursos próprios. O texto ainda menciona o envio de documentos ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) e reforça a “confiança no Ministério Público e na Justiça”, destacando o “compromisso com a transparência”.


