
Um laudo emitido pela Polícia Federal (PF) descartou a necessidade de internação hospitalar para o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra detido. O documento, solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), atestou a existência de algumas comorbidades, mas não identificou doenças como depressão ou pneumonia aspirativa.
Segundo o laudo, durante a entrevista com os médicos da PF, Bolsonaro “não apresentou queixas compatíveis com sentimentos de menos-valia, desesperança ou anedonia [falta de prazer]”, embora tenha demonstrado abatimento.
Recomendações para o ex-presidente
Os peritos da PF inspecionaram as instalações da Papudinha, onde Bolsonaro está detido, incluindo sua cela e áreas comuns. Ao final da vistoria, foram feitas quatro recomendações para a melhoria das condições do ex-presidente:
- Investigação complementar, definição diagnóstica e tratamento adequado do quadro neurológico em curso.
- Avaliação nutricional e prescrição dietética por profissionais especializados, direcionadas às comorbidades descritas.
- Prática regular de atividade física aeróbica e resistida, conforme tolerância clínica.
- Tratamento fisioterápico contínuo, com ênfase em força muscular e equilíbrio postural.
Decisão judicial em andamento
O laudo médico foi produzido pela PF a pedido de Alexandre de Moraes, que determinou a medida em 15 de janeiro, após a transferência de Bolsonaro de uma sala na Superintendência da PF para a Papudinha. O ministro concedeu um prazo de cinco dias para que a defesa do ex-presidente e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem sobre o documento.
Após o período de manifestação, Moraes deverá reavaliar os pedidos reiterados dos advogados de Bolsonaro para a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias, alegando o estado de saúde e a idade do ex-presidente. Ainda não há um prazo definido para a decisão do ministro.
Com informações da Polícia Federal


