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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Idosa diabética fica três meses sem geladeira após aparelho comprado na Bemol apresentar defeito

Uma idosa de 83 anos identificada como Larissa Mota denunciou publicamente o sofrimento que vem enfrentando devido à falta de uma geladeira funcional em sua casa. A idosa, que reside em Manaus, adquiriu o eletrodoméstico na Loja Bemol, mas o aparelho apresentou defeitos graves e parou de refrigerar há cerca de noventa dias.

A gravidade do caso reside no fato de a consumidora ser diabética e necessitar da geladeira para conservar suas doses diárias de insulina, que devem ser aplicadas nos horários de sete da manhã, duas da tarde e nove da noite. Sem o equipamento, a saúde da idosa está em constante risco.

O conflito entre a cliente e a empresa se intensificou quando a assistência técnica, após duas visitas, informou que a loja não efetuaria a troca do produto por ter passado o prazo interno de 15 dias. No entanto, conforme estabelece o Código de Defesa do Consumidor (CDC), a geladeira é considerada um item essencial, o que obriga o fornecedor a resolver o problema de forma imediata. A idosa relatou que, além do transtorno com os medicamentos, é obrigada a beber água quente e não consegue armazenar alimentos, mesmo continuando a pagar pontualmente as parcelas do produto, tendo inclusive desembolsado R$ 286,00 como valor de entrada.

Durante uma tentativa de resolução presencial em uma das unidades da rede, houve um impasse no atendimento. Funcionários da loja se negaram a fornecer detalhes sobre o andamento do processo a um representante que acompanhava o caso, utilizando a justificativa de que não havia laço de parentesco comprovado.

A atitude foi vista como uma tentativa de dificultar o acesso à informação e uma demonstração de falta de sensibilidade com a condição de vulnerabilidade da idosa. O representante ressaltou que a consumidora não busca o dinheiro de volta, mas apenas uma geladeira que funcione para manter sua qualidade de vida.

O caso serve como um alerta para os direitos dos consumidores idosos e a obrigatoriedade do cumprimento das leis de proteção ao cidadão. A denúncia destaca que a imagem de uma das maiores lojas do estado acaba sendo manchada por atitudes isoladas de gerências que não priorizam o bem-estar do cliente.

Até o momento, a loja ainda não se pronunciou sobre o caso, e o espaço segue aberto para manifestações.