
O Vereador de Manaus Dione Carvalho (Agir) é réu em uma ação penal que investiga uma suposta prática de “rachadinha” em seu gabinete na Câmara Municipal de Manaus (CMM). O processo, que também envolve outras pessoas, voltou a tramitar na Justiça do Amazonas neste mês.
A denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM) foi aceita pela 10ª Vara Criminal da Comarca de Manaus em 19 de dezembro de 2025. A ação ficou suspensa desde fevereiro deste ano e teve a tramitação retomada em 2 de setembro.
Entre os fatos investigados está o caso de Anderson Pontes Caldas, nomeado para ocupar um cargo comissionado no gabinete do vereador em janeiro de 2021. Segundo o depoimento apresentado ao Ministério Público, Lorena Fernandes Leão teria oferecido o emprego a Anderson.
Ele foi nomeado como Assessor Parlamentar Comissionado, com salário de R$ 2.458,44. Entretanto, conforme o relato apresentado à investigação, Anderson não chegou a exercer as funções no gabinete, embora tenha recebido o salário normalmente.
De acordo com o MPAM, após o depósito, Lorena teria pedido que Anderson ficasse com R$ 300 e devolvesse o restante do valor. O dinheiro poderia ser entregue em espécie ou transferido para a conta de Dawson de Souza Souza.
A investigação aponta que Anderson teria feito registros fotográficos das tratativas envolvendo a devolução dos valores. Ainda segundo o Ministério Público, a resistência em entregar o dinheiro teria contribuído para a exoneração do assessor, ocorrida em 31 de janeiro de 2021.
O inquérito também aponta a existência de outros envolvidos no processo. São eles Ana Caroline Aragão Nascimento, Anderson Pontes Caldas, Dawson de Souza Souza, Dione Carvalho dos Santos, Emelly Mesquita Costa, Gabrielly Silva de Jesus, Herika Rayane Lima Silva, John Kenner Sena de Oliveira, Leandro André Feitosa de Moraes e Lorena Fernandes Leão.
Entre 10 e 29 de setembro, sete mandados de citação foram devolvidos sem leitura, conforme as últimas movimentações registradas no processo. Os documentos são referentes a Dawson Souza, Emelly Mesquita, John Sena, Dione Carvalho, Anderson Caldas, Herika Silva e Ana Caroline Nascimento.
A ação continua em tramitação e as acusações ainda não resultaram em condenação dos envolvidos.



