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domingo, 19 de julho de 2026

Desastres climáticos de 2025 afetaram mais de 336 mil brasileiros, aponta relatório

Desastres climáticos causaram impactos significativos no Brasil em 2025, afetando mais de 336 mil pessoas. O cenário foi marcado por eventos hidrometeorológicos extremos, intensificados pelo aquecimento global.

Verão quente e secas generalizadas

O verão de 2024/2025 foi o sexto mais quente registrado no Brasil desde 1961. Em novembro de 2025, oito unidades federativas enfrentaram secas em 100% de seus territórios: Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.

Ondas de calor e frio e eventos hidrológicos

O país vivenciou sete ondas de calor e o mesmo número de ondas de frio. Ao todo, foram registrados 1.493 eventos hidrológicos, incluindo secas, alagamentos, transbordamentos, cheias, enxurradas e deslizamentos de terra. A região Sudeste foi a mais afetada, concentrando 43% das ocorrências.

Vulnerabilidade e capacidade de resposta

Os desastres evidenciaram a vulnerabilidade de certos territórios e as diferenças na capacidade de resposta institucional dos municípios. Cerca de 2.095 das 5.570 cidades brasileiras estão expostas a riscos geo-hidrológicos, necessitando de ações prioritárias de gestão e prevenção.

Minas Gerais em alerta

Minas Gerais se destaca como o estado com maior número de cidades em risco durante períodos chuvosos. Dos 853 municípios mineiros, 306 estão suscetíveis a deslizamentos, enxurradas e inundações, colocando em perigo aproximadamente 1,5 milhão de pessoas.

Tendência de aumento de eventos extremos

Relatório do Cemaden alerta para um aumento de 222% no número de desastres climáticos no Brasil entre o início da década de 1990 e os três primeiros anos de 2020. A tendência é de mais eventos extremos nos próximos anos, com ondas de calor mais frequentes e intensas e menos ondas de frio.

Investimento em ciência e tecnologia

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação ressalta a importância de investimentos em ciência e tecnologia, monitoramento contínuo e integração entre pesquisa e gestão pública para antecipar riscos e reduzir vulnerabilidades diante de um cenário climático desafiador.

Com Informações da Agência Brasil