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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Janeiro registra dobro de focos de calor e acende alerta para risco de incêndios em 2026

Janeiro de 2026 apresentou um número alarmante de focos de calor, com 4.347 registros detectados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este volume representa o dobro da média histórica para o mês e um aumento de 46% em comparação com o mesmo período de 2025. O cenário coloca o mês como o sexto com mais focos de calor desde o início do levantamento em 1999 e o segundo mais intenso da década, atrás apenas de janeiro de 2024.

A concentração de focos de calor em janeiro é um indicador relevante para a prevenção e combate a incêndios florestais, embora não garanta um ano com mais queimadas em geral. Históricamente, anos com inícios de janeiro intensos tendem a registrar um volume anual acima da média nacional de 200 mil registros.

Pará e Nordeste Lideram o Ranking de Focos de Calor

O estado do Pará liderou o registro de focos de calor em janeiro, com 985 ocorrências. A situação se agrava com a constatação de áreas em seca no estado, conforme a Agência Nacional de Águas (ANA). A Região Nordeste também se destaca negativamente, com três estados entre os mais afetados: Maranhão (945 focos), Ceará (466 focos) e Piauí (229 focos). A persistência de secas severas e chuvas abaixo da média na Região Norte contribui para o cenário preocupante.

Maranhão em Estado de Alerta Máximo

O Maranhão enfrenta uma situação particularmente crítica. Todo o território do estado sofre com secas, e 2026 já se configura como o ano com o maior número de focos de calor registrados desde o início da série histórica, superando o recorde anterior de 2019. Ceará e Piauí também lidam com secas contínuas em partes de seus territórios desde o inverno de 2023.

Estados Rebatem Dados com Ressalvas

As secretarias de meio ambiente do Pará e do Ceará pediram cautela na análise dos dados de janeiro. O Pará argumenta que recortes temporais curtos podem não refletir uma tendência anual consolidada, enquanto o Ceará associa o alto número de focos a um cenário já observado em dezembro de 2025 e ressalta que focos de calor nem sempre indicam incêndios em vegetação.

Ações de Prevenção Intensificadas

Diante do cenário, o governo do Maranhão informou a intensificação das ações de prevenção e combate a queimadas, incluindo campanhas educativas, doação de equipamentos e resposta rápida a ocorrências. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente destacou que a severa estiagem, apesar das medidas preventivas, cria condições favoráveis ao aumento dos focos.

Com informações da Agência Brasil