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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Poluição do ar no Brasil: substâncias ultrapassam limites em diversas regiões

Qualidade do ar em alerta no país

A concentração de poluentes no ar em todo o Brasil tem ultrapassado os limites estabelecidos, com exceção do monóxido de carbono (CO) e dióxido de nitrogênio (NO₂), que apresentaram poucas e pontuais ultrapassagens. Um exemplo foi o Maranhão, onde o CO excedeu o limite em 18% dos dias registrados pela estação Santa Bárbara.

Tendências preocupantes de poluição

O ozônio (O₃) registrou um aumento médio de 11% nas medições de 2024, com picos em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. O monóxido de carbono (CO) apresentou tendência de aumento de 17% no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Dióxido de Nitrogênio e Enxofre em alta

O dióxido de nitrogênio (NO₂) mostrou uma tendência de aumento de até 22% no Rio de Janeiro, com elevação também em São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia. O Espírito Santo detectou um aumento de 16% na concentração de dióxido de enxofre (SO₂), com variações positivas também no Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Material particulado: um cenário misto

O material particulado fino (MP2.5), que penetra profundamente nos pulmões, apresentou uma tendência de redução de 8,4% em algumas estações de São Paulo. Contudo, o material particulado inalável (MP10) atingiu a maior tendência de aumento, 8%, em uma escola de Minas Gerais.

Avanços e desafios na gestão da qualidade do ar

O relatório do Ministério do Meio Ambiente (MMA) destaca a importância de fortalecer os planos estaduais de gestão da qualidade do ar. O país conta com 570 estações de monitoramento, um aumento de 19% em relação a 2023, mas enfrenta desafios com o envio de informações pelos estados ao Sistema Nacional de Gestão da Qualidade do Ar (MonitorAr).

Necessidade de aprimoramento legal e de monitoramento

JP Amaral, gerente de natureza do Instituto Alana, ressalta que, apesar dos desafios, o relatório representa um avanço na governança do setor. Ele aponta a necessidade de atualização do Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (Pronar) e o estabelecimento de parâmetros para níveis críticos de poluição, além de planos de contingência para picos de poluição.

Com Informações da Agência Brasil