
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a fazer duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em entrevista ao programa LN+, do jornalista Luis Majul, transmitida nesta segunda-feira (3). O líder argentino chamou o petista de “ladrão” e “corrupto”, afirmando que sua soltura no âmbito da Operação Lava Jato ocorreu por uma “falha administrativa”, e não por inocência.
“É ladrão, é corrupto. Foi condenado. Esteve preso, com o que é verdade que foi presidiário. O libertaram por uma falha no processo jurídico, não por ser inocente. Portanto, é ladrão e é corrupto”, afirmou Milei.
O presidente argentino justificou suas declarações como respostas “espontâneas” e disse se considerar um “cruzado das ideias da liberdade”. Ele usou o mapa político da região para ilustrar seu ponto: “Quando comecei esta carreira em 2021, havia um só país azul e todo o resto era vermelho. O que acontece é que não se vê no mapa porque o Brasil está vermelho.”
Críticas a Lula e resposta a “insultos”
Milei acusou o presidente brasileiro de interferir politicamente no continente “contaminando com as ideias imundas do socialismo por todos os lados”. O argentino argumentou que apenas se defende de ataques recebidos:
“Eles acusam com mentiras e eu respondo com verdades. E quando respondo com as verdades ao senhor Lula, ele se sente muito tocado se digo que é um ladrão. Sim, é um ladrão. Quando digo que é um presidiário: sim, foi um presidiário e saiu por uma falha no processo jurídico, não por ser inocente.”
Milei também questionou o tratamento da imprensa e de analistas em relação a outros nomes da esquerda latino-americana e europeia, como o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, o ex-presidente boliviano Evo Morales, o ex-presidente equatoriano Rafael Correa e o premiê espanhol Pedro Sánchez.
“Se enojam porque eu disse algo a Lula que é verdade e omitem os insultos de Lula e seus ministros, omitem os insultos que teve Petro, os de Evo Morales, os de Correa, os de Pedro Sánchez e sua gente. Quando me insultam, está bem. Agora, se eu respondo, está mal”, declarou.
Ataques a Kicillof e Cristina Kirchner
Na mesma entrevista, Milei mirou seus opositores internos: o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, e a ex-presidente e ex-vice-presidente Cristina Kirchner.
Sobre Kicillof, disparou: “A opinião de Kicillof é relevante? De que me serve a opinião de cem mil ignorantes se não entendem do assunto?”. Milei lembrou que Kicillof foi ministro da Economia “da condenada” [Cristina] e que, mesmo no “melhor contexto internacional da história argentina, conseguiu fazer o PIB per capita cair quando deveria ter crescido 9%”.
Sobre Cristina Kirchner, minimizou suas investidas políticas: “Que a condenada faça todas as apresentações que quiser, não me importa”.
Inflação e economia argentina
Tratando do cenário macroeconômico local, Milei atribuiu a pressão inflacionária recente a projetos da oposição no Congresso que tentam “romper o equilíbrio fiscal”. Apesar disso, defendeu com vigor a sua gestão, afirmando que “o consumo está em pico histórico” e que o PIB e as exportações argentinas atingiram patamares recordes.


