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sábado, 18 de julho de 2026

Falsa socialite presa na Ponta Negra nega ser dona dos R$ 19 milhões em cocaína preta achados em sua mansão

Uma mega operação policial desvendou um esquema milionário de tráfico dentro de um condomínio de luxo na Ponta Negra, em 17 de outubro de 2025, revelando que a mansão usada para esconder 40 quilos de “cocaína preta”, avaliados em R$ 19 milhões, estava ligada à peruana Liege Aurora Pinto da Cruz, 74 anos, conhecida por circular como socialite em Manaus e manter negócios de fachada na cidade.

Segundo o Departamento de Investigação sobre Entorpecentes, a residência, equipada com campo de futebol e heliporto, funcionava como base para armazenamento e distribuição de drogas. A primeira abordagem encontrou 16 quilos de cocaína branca e um caderno com anotações que indicavam mais entorpecentes escondidos. Após buscas minuciosas, policiais localizaram os 40 quilos de cocaína preta em fundos falsos de móveis, cadeiras e quadros.

A droga, alterada com carvão ativado e toner para evitar detecção por cães e testes rápidos, tem valor até dez vezes superior ao da cocaína comum. A investigação aponta que o carregamento veio do Peru e seria enviado à Austrália, utilizando a rota do Solimões e a tríplice fronteira.

Liege, que estava fora do Brasil no dia da operação, nega envolvimento com o entorpecente. A defesa afirma que ela apenas frequentava o imóvel aos fins de semana e que a área onde os pacotes foram encontrados se tratava de um anexo ocupado pelo caseiro. Durante a ação, foram presos os funcionários peruanos German Alonso Pires Rodrigues e Jeyme Farias Batalha, que trabalhavam para ela há mais de uma década.

A polícia reforça que o Amazonas vive recorde de apreensões e segue como ponto central das grandes rotas do narcotráfico internacional.