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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Mais de 700 kg de skunk com selos feitos por IA são apreendidos no AM após confronto

Mais de 700 quilos de skunk foram apreendidos por forças de segurança nas proximidades da comunidade do Tupé, na zona rural de Manaus. A operação terminou em confronto após os suspeitos reagirem à abordagem policial com disparos de arma de fogo. Eles morreram durante a troca de tiros.

O carregamento chamou a atenção dos investigadores pelas embalagens utilizadas para identificar a droga. Os pacotes continham selos produzidos com inteligência artificial (IA), estampando figuras estilizadas de freiras usando óculos escuros, correntes douradas e roupas com padrão semelhante ao da grife de luxo Louis Vuitton.

Segundo o secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Vinicius Almeida Paiva, essas imagens funcionam como uma espécie de marca das organizações criminosas responsáveis pelo carregamento.

“É justamente para identificar o consórcio, a quem pertence esse entorpecente. Eles fazem consórcios para transportar a droga pelos rios e realizar a distribuição”, explicou.

De acordo com o coordenador da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), Juan Valério, os traficantes tentaram fugir e abriram fogo contra as equipes policiais durante a ação.

“Eles não apenas fugiram, como atentaram contra a vida dos policiais, disparando contra nossas embarcações. Houve o confronto e, infelizmente, os envolvidos morreram”, afirmou.

Para localizar os suspeitos durante a operação noturna, as equipes utilizaram equipamentos de tecnologia militar, como binóculos de visão noturna e sistemas de imagem térmica. Os recursos permitiram identificar os alvos em meio à escuridão e impedir que as embarcações policiais fossem atingidas.

A apreensão integra uma sequência de operações realizadas pelas forças de segurança do Amazonas nos últimos dias. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Bruno Fraga, em apenas três dias foram retiradas de circulação cerca de 3,2 toneladas de entorpecentes.

“Apreendemos 2,5 toneladas de cocaína, causando um prejuízo estimado em R$ 190 milhões ao narcotráfico. Agora, somamos mais 700 quilos de skunk, avaliados em aproximadamente R$ 14 milhões”, destacou.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Klinger Paiva, afirmou que o prejuízo acumulado ao crime organizado já ultrapassa R$ 200 milhões e garantiu que o combate ao tráfico nos rios do Amazonas continuará sendo intensificado.

As forças de segurança informaram que a estratégia inclui o funcionamento permanente de bases fluviais, o emprego de embarcações blindadas e o uso de inteligência para monitorar as principais rotas utilizadas pelo narcotráfico na região amazônica.