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domingo, 11 de outubro de 2026

Parentes de jovem morto em bar de Manaus pedem justiça e apontam cabo da PM como suspeita

Com cartazes e pedidos de justiça, familiares de Luiz Henrique Oliveira do Nascimento, de 27 anos, conhecido como “Balão”, protestaram na manhã deste sábado (10), em frente à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), em Manaus. O jovem foi morto a tiros na noite anterior, em um bar localizado no bairro Alvorada 2, zona oeste da capital. A cabo da Polícia Militar Gisele Santos de Brito é apontada como suspeita de ter efetuado os disparos.

Uma das familiares, identificada como Lissandra, afirmou que Luiz Henrique trabalhava com lavagem de carros e também realizava corridas por aplicativo de motocicleta. Ela contestou qualquer possível associação do primo a conflitos e disse que ele teria tentado apenas separar uma briga.

“Nós queremos justiça, pois meu primo era uma pessoa de bem. Ele tinha uma lojinha de lavagem de automóveis, fazia moto por aplicativo, não mexia com ninguém, não era de se meter em briga”, afirmou durante a manifestação.

Segundo o relato de Lissandra, a confusão começou dentro do estabelecimento, envolvendo a suspeita e outra mulher. Quando a discussão chegou à área externa, Luiz Henrique teria tentado intervir para evitar que o confronto continuasse.
A familiar afirma que a policial deixou o local e, posteriormente, voltou armada. Na sequência, conforme a versão apresentada por ela, a cabo teria realizado os disparos que atingiram o jovem.

“O meu primo não merecia morrer dessa forma. Ele não fez nada, só queria apartar uma briga. Queremos respostas e queremos ela aqui para dar essas respostas”, disse Lissandra.

Em outro trecho do relato, a prima declarou que Luiz Henrique foi atingido no peito. Ela também afirmou que a suspeita teria retornado ao bar fazendo ameaças. As circunstâncias descritas pela familiar ainda precisam ser confirmadas no decorrer da investigação.

O jovem morreu antes da chegada dos socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Após a morte, os parentes foram até a sede da DEHS para cobrar esclarecimentos sobre o caso. Durante o protesto, destacaram a rotina de trabalho da vítima e pediram que as autoridades identifiquem as responsabilidades com base nas provas.

A Polícia Civil investiga o homicídio e deverá esclarecer o que motivou a discussão, como ocorreu a sequência dos disparos e quais foram as circunstâncias que levaram à morte de Luiz Henrique. A versão apresentada pelos familiares integra os relatos sobre o caso, mas ainda depende de apuração oficial.