
O Consórcio MEZ-RZK foi o vencedor do leilão para a construção do novo centro administrativo do governo do estado de São Paulo, que será instalado na região dos Campos Elíseos. O projeto, considerado um “legado” pelo governador Tarcísio de Freitas, visa centralizar as estruturas estaduais em um único endereço, reunindo secretarias e órgãos que hoje se espalham por mais de 40 locais.
Eficiência administrativa e reabilitação urbana
Segundo o governo, a centralização beneficiará 22 mil servidores com economia de tempo de deslocamento e maior eficiência administrativa. O projeto também é visto como um passo importante para a reabilitação do centro da capital, com potencial de gerar investimentos e prosperidade. Tarcísio de Freitas destacou que a medida se integra aos esforços de revitalização da região, mencionando a redução do fluxo de usuários de drogas na Cracolândia.
A estimativa é que a obra gere 38 mil empregos diretos e indiretos durante a construção, e 2,8 mil vagas permanentes no comércio local após a inauguração. O destino de prédios desocupados, como o Palácio dos Bandeirantes, será avaliado caso a caso, com possibilidade de venda, concessão ou conversão para habitação popular.
Protestos e questionamentos de moradores
O leilão ocorreu sob forte esquema de segurança, com bloqueios policiais nas proximidades da B3, onde foi realizado o evento. Movimentos sociais como a Frente de Luta por Moradia (FLM) e a União dos Movimentos de Moradia (UMM) protestaram contra o projeto, alegando que ele pode levar a desapropriações compulsórias, remoção de famílias e gentrificação, prejudicando residentes de baixa renda.
Uma moradora da região, a jornalista Jeniffer Mendonça, questionou o governador sobre a falta de diálogo com a comunidade. Ela expressou preocupação com a desvalorização de imóveis e a dificuldade de se manter no centro com as indenizações previstas. Em resposta, Tarcísio de Freitas afirmou que desapropriações são necessárias para o “bem coletivo” em grandes projetos e que os casos serão analisados individualmente, garantindo o cumprimento da legislação e o apoio aos afetados.
Detalhes do projeto
O novo centro administrativo prevê a construção de sete edifícios e dez torres nos Campos Elíseos. O complexo abrigará o gabinete do governador, secretarias e órgãos estaduais. O governo estima que o projeto alcance R$ 394 bilhões em investimentos totais, considerando também outros leilões, como o do sistema rodoviário da Rota Mogiana.
Com Informações da Agência Brasil


