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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Ex-secretária do “Careca do INSS” diz que tinha acesso a cofre e repassava dinheiro

A ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, Aline Barbara Mota de Sá Cabral, declarou em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que tinha acesso ao cofre da empresa. Segundo ela, o dinheiro era repassado ao motorista para o pagamento de insumos, seguindo orientações de seu chefe. Aline Cabral não soube precisar a quantia exata de dinheiro que havia no cofre.

Durante o depoimento, realizado nesta segunda-feira (2), a ex-secretária afirmou que não tinha conhecimento sobre a origem do dinheiro ou do enriquecimento do empresário. “Eu não tinha acesso a contas bancárias e não fazia pagamentos”, disse ela.

Investigação sobre fraudes no INSS

O “Careca do INSS” é investigado por supostamente articular um esquema de fraudes previdenciárias, com descontos em aposentadorias realizados sem autorização. Aline Cabral relatou que, quando foi contratada, Antunes se apresentou como um “empresário de sucesso” e que ela desconhecia a origem dos recursos movimentados por ele.

Confira as informações sobre o depoimento à CPMI do INSS no Repórter Brasil, da TV Brasil.

Carros de luxo e negação de anotações

A ex-secretária, que alcançou o cargo de gerente de recursos humanos, confirmou ter conhecimento de que o empresário possuía carros de luxo, como Porsche e Mercedes. Ela negou veementemente ter feito anotações que relacionassem porcentagens a agentes públicos.

“Eu nunca fiz tais anotações. E quando aconteceu a operação [de investigação da Polícia Federal], não era eu a secretária dele”, declarou.

Aline Cabral também negou sua participação em decisões estratégicas sobre a destinação de recursos. Ela também negou ter comprado passagens ou repassado recursos ao empresário Fábio Luís da Silva, o Lulinha.

Habeas Corpus e outro depoimento

No início de seu depoimento, Aline Cabral teve um habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), garantindo seu direito ao silêncio. Apesar disso, ela optou por responder a algumas perguntas dos parlamentares.

A CPMI também tinha programado o depoimento do advogado Cecílio Galvão para esta segunda-feira. A comissão manteve a condução coercitiva, e o depoimento está previsto para ocorrer na próxima quinta-feira (5). Galvão será questionado sobre supostos contratos milionários com associações investigadas por desvio de benefícios.

Com Informações da Agência Brasil