28.3 C
Manaus
sexta-feira, 24 de julho de 2026

Fim da escala 6×1 é prioridade do governo, afirma ministro Guilherme Boulos

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, reiterou nesta segunda-feira (23) que o fim da escala 6×1 é uma das principais prioridades do governo federal para o ano corrente. A proposta defendida pelo governo é que os trabalhadores tenham, no mínimo, dois dias de descanso remunerado por semana, com a jornada máxima de trabalho reduzida para 40 horas semanais sem corte salarial.

Resistência empresarial e avanços históricos

Em participação no programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Boulos reconheceu a resistência de empresários à medida, mas comparou a situação a outros avanços históricos nos direitos trabalhistas, como a criação do salário mínimo, do 13º salário e das férias remuneradas. Segundo o ministro, é natural que haja oposição de empregadores a novas conquistas para os trabalhadores, mas destacou que essas medidas foram implementadas no passado sem prejudicar a economia.

Outras prioridades do governo

Além do fim da escala 6×1, Boulos mencionou a aprovação da PEC da Segurança Pública como outra prioridade, visando a criação de um Ministério da Segurança Pública com atribuições legais claras. A garantia de direitos para trabalhadores de aplicativos de transporte e entregadores também está em pauta, com a proposta de estabelecer taxas fixas para as empresas de aplicativos, combatendo o que considera um repasse abusivo dos lucros aos trabalhadores.

Debate sobre hidrovias e direitos indígenas

O ministro também abordou a questão das hidrovias incluídas no Programa Nacional de Desestatização (PND) através do Decreto nº 12.600, de agosto de 2025. Boulos informou que retornará a Brasília para uma reunião com lideranças indígenas do Pará que protestam contra o decreto, argumentando que ele ameaça o meio ambiente e a soberania alimentar de povos originários. Ele expressou apoio à pauta indígena e disse acreditar em boas notícias sobre o tema, defendendo que a reivindicação dos povos é justa.

Com Informações da Agência Brasil