
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma parceria estratégica entre Brasil e China para a produção de vacinas no país. A colaboração visa a transferência de tecnologia para a empresa WuXi Vaccines, com o objetivo de aumentar em até 30 vezes a capacidade produtiva atual.
Lula também abordou a disseminação de notícias falsas que buscam desacreditar a importância da vacinação. Ele ressaltou a necessidade de um esforço conjunto para convencer a sociedade a retomar o hábito de se vacinar, como ocorria antigamente. “Nós temos a obrigação de não desanimar, de fazer campanha, de falar na escola, os professores falarem, os pastores e padres falarem [nas igrejas], os políticos falarem, até que a gente convença as pessoas de que tomar vacina significa evitar a possibilidade de que, em algum momento, a natureza [os vírus e bactérias] possa atrapalhar a vida de uma pessoa”, declarou.
Investimentos em infraestrutura e desenvolvimento
Paralelamente à estratégia de imunização, o governo federal anunciou um investimento de R$ 1,5 bilhão destinado ao Instituto Butantan, em São Paulo. Os recursos serão aplicados na ampliação da infraestrutura e no aumento da capacidade produtiva de vacinas e insumos biológicos.
Aplicações dos recursos
Os investimentos contemplam diversas frentes, incluindo:
- Produção e desenvolvimento de vacinas com a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA).
- Fabricação do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina DTPa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche.
- Produção da vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV).
- Expansão da produção de soros.
O Instituto Butantan é reconhecido como o maior produtor de vacinas e soros da América Latina e o principal fabricante de imunobiológicos do Brasil, atuando como um parceiro histórico e estratégico do Ministério da Saúde na política nacional de imunização.
Com informações da Agência Brasil


