segunda-feira, 26, outubro, 2020
Presidente do INSS diz que médicos peritos não voltam ao trabalho por interesses políticos

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Do Gazeta

O presidente do INSS, Leonardo Rolim, disse neste domingo (20), durante entrevista para a Globo News, que os médicos peritos mentem ao alegarem que as agências do órgão não estão em condições seguras para a retomada do atendimento diante da pandemia. Para ele, há interesse político por trás da decisão da categoria de não retornar ao trabalho.

“Estão mentindo de forma que, eu diria, ninguém esperaria nunca de um médico. Mas, eu sei que a maioria da carreira não pensa dessa forma. Os médicos são profissionais que no mundo inteiro são orgulho, são exemplos para a população. O que está acontecendo é algo de um grupo, um grupo vinculado a uma associação, a uma entidade de classe que, como foi dito aqui, tem um interessa político por trás”, disse Rolim.

Rolim afirmou que foram disponibilizados equipamentos de proteção individual e coletiva para todas as agências e estabelecido um protocolo de segurança sanitária “melhor que o de qualquer outro órgão público”, antes de retomar o atendimento presencial em todo o país.

“Quando entendemos que o INSS estava pronto, abrimos. E para tristeza, minha em particular e da população como um todo, infelizmente essa Associação Nacional dos Médicos Peritos não quis que os médicos voltassem ao trabalho”, apontou.

Rolim não apontou qual seria o interesse político por trás do movimento tomado pela associação, mas enfatizou que a alegação de insegurança sanitária para os profissionais é uma desculpa diante da proibição da categoria fazer greves. “A carreira de perito é uma carreira essencial, eles não podem fazer greve. Então, dá para entender o por quê de ficar utilizando subterfúgios”, ressaltou.

Diante disso, ele confirmou que o governo na última quinta-feira (17) iria cortar o salário dos médicos peritos os dias não trabalhados: “Além de descontar o salário de quem não for trabalhar, a Secretaria de Previdência também tomará as medidas administrativas, porque não só a falta, mas também é um ato de descumprir a lei a ausência no trabalho”.

O presidente do INSS alegou que tanto o Ministério Público quanto a Defensoria pública acompanharam o órgão na formulação de laudos que indicam a segurança sanitária adequada das agências do órgão para retomada das perícias. Enfatizou, também, que os laudos estão todos disponíveis no site do órgão para acesso da população e que as condições adequadas para o funcionamento também foram atestadas pela imprensa.

“A imagem não deixa qualquer dúvida. Nós temos condições sanitárias como poucos órgãos do setor público têm no Brasil. Então, [os médicos alegarem insegurança para retornar ao trabalho] é apenas uma desculpa, um pretexto, para um interesse mesquinho e pequeno em prejuízo da população brasileira”, reiterou.

Questionado se todas as agência do órgão em todo o país atendem à condições necessárias para retomada das perícias médicas, Rolim disse que não.

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