TBT: Amazonino é acusado gastar R$ 3,6 milhões em rave onde filho foi um dos organizadores

Manaus – No TBT desta quinta-feira (19), o Portal da Capital vai relembrar mais uma das polêmicas envolvendo o nome do candidato a prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PODEMOS), que na época em que foi governador do estado nos anos 200 foi denunciado por gastar milhões para promover uma rave.

Na época, o governo do Amazonas gastou, sem licitação, R$ 3,6 milhões para realizar no meio da floresta uma rave, festa com música eletrônica em ambiente diferente das tradicionais casas noturnas. Naquele período o valor do evento era de R$ 10 milhões de dólares, valor corrigido hoje seria 50 milhões.

O evento chamou-se Festival Ecosystem 1.0 e teve Armando Mendes, filho do governador Amazonino Mendes, como um dos idealizadores do evento e DJs da festa.

Informações da época, dão conta que Amazonino usou a estrutura do estado para bancar a festa do filho, pois as seis empresas contratadas para executar os serviços de engenharia não passaram por licitação. O caso virou notícia nacional e foi para no Jornal Folha de São Paulo.

Os valores das notas foram publicadas nas edições do “Diário Oficial” do Estado nos dias 25 e 30 de julho e 2 de agosto daquele ano, e dizia que a dispensa, baseada na lei 8.666, foi pelo “caráter emergencial” da festa.

A oposição da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM), ainda tentaram ingressar com representações no Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) e no Ministério Público Estadual (MPE), pedindo a devolução do dinheiro gasto pelo governo e imputando a Amazonino o crime de prevaricação (quando o funcionário público deixa de praticar ato de ofício ou o pratica contra disposição legal, para satisfação de interesse ou sentimento pessoal).

O então deputado Eron Bezerra, fez mais uma denúncia, informando que entre uma das empresas contratadas para montar a festa está a ZPR Neves, que pertencia a ex-secretária estadual de Cultura Zeina Neves, que é irmã de Otávio Raman Neves, um dos empresários investigados pela Polícia Federal por acusação de desvio da extinta Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia).

“Há várias empresas no Estado que fazem o mesmo serviço. Isso configura privilégio”, comentou.

O evento Ecosystem arrecadou R$ 66 mil. Até o apresentador falecido Gugu Liberato esteve presente no evento que logo ameaçou virar um escândalo político. A assessoria da Secretaria de Cultura informou que 67% da arrecadação seria repassada à organização não-governamental Greenpeace, que deu assessoria ambiental ao evento.

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