
A primeira-dama Janja da Silva afirmou, em entrevista ao podcast Frente a Frente, que as críticas que recebe devido às despesas em viagens internacionais são motivadas por “misoginia pura”.
Segundo ela, gastos logísticos e de segurança de toda a comitiva presidencial são atribuídos individualmente a ela de forma equivocada.
Janja disse que sua participação em agendas internacionais de combate à fome e à violência contra a mulher exige a utilização da classe executiva por determinações de segurança da Polícia Federal (PF).
“Não posso andar de econômica, tem que ser executiva, é questão de segurança. Por mim eu não andava com segurança, mas a PF tem que estar comigo”, declarou a primeira-dama, que também defendeu que os ataques direcionados a ela têm como objetivo final desgastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante a entrevista, a primeira-clama disse que o Brasil “nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente” e afirmou que tanto a sociedade quanto a imprensa demonstram resistência a esse modelo de atuação.
“Fizemos uma normativa há dois anos, regulamentou algumas questões internas e para ficar mais transparente. A sociedade brasileira nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente, vou todos os dias para o Planalto, faço reunião, faço agenda, viajo a trabalho. A sociedade e a imprensa não estavam acostumados com isso”, disse.
Por fim, a primeira-dama pediu que o Congresso Nacional dê andamento à tramitação do projeto de lei que criminaliza a misoginia, atualmente em análise na Câmara dos Deputados. De acordo com Janja, o combate ao ódio contra as mulheres é uma pauta nacional que transcende partidos políticos e orientações religiosas.
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