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domingo, 9 de maio de 2021

19 embarcações clandestinas lotadas são interditadas no AM só em 2021

A segunda onda da Covid-19 no Amazonas não foi suficiente para evitar casos de aglomeração e festas em embarcações. No último domingo (18), a Central Integrada de Fiscalização (CIF) impediu que a balsa Anna Karoline II fizesse um passeio e saísse de Manaus com mais de 800 pessoas. O número de barcos embargados por descumprimento de medidas de restrição sanitária em razão da pandemia chegou a 19 em 2021.

Entre as embarcações apreendidas, 11 transportavam mais passageiros que o permitido e 8 desobedeciam normas sanitárias, como uso de álcool em gel e máscaras. Durante a pandemia da Covid-19, o transporte pelos rios do Amazonas chegou a ser proibido, mas voltou a ser permitido gradualmente em 2021 e com restrições. As embarcações só podem transportar até 50% de sua capacidade máxima e devem seguir as normas sanitárias, disponibilizando álcool em gel e permitindo que os tripulantes se mantenham distantes.

Os passeios pelas praias só podem acontecer sem paradas, pata evitar o contágio de indígenas e povos ribeirinhos. De acordo com o diretor-presidente da Arsepam, João Rufino, essa norma não está sendo respeitada. “Nós percebemos que, nas últimas duas semanas, houve um aumento da demanda por esses passeios”, contou. “No Amazonas, as pessoas não estão entendendo que a flexibilização é gradativa. Que algumas coisas estão sendo permitidas, mas não está tudo liberado. Há essa falta de consciência também, que acaba gerando esse tipo de situação. Se não houvesse demanda por isso, certamente não haveria esse espaço”, completa Rufino.

A interdição da embarcação foi possível em virtude de uma denúncia feita no sábado (17), pois a organização do evento divulgou inclusiva que haveriam atrações musicais. A fiscalização chegou por volta das 8h de domingo no porto Manaus Moderna.

O diretor-presidente da Arsepam disse que o barco tem capacidade para 910 passageiros. Com as medidas restritivas somente 455 pessoas seriam permitidas. “Era visível que havia excedido o limite. Tinha, certamente, mais de quinhentas pessoas embarcadas, além de outras trezentas pessoas, aproximadamente, aguardando e causando aglomeração”, contou.

De acordo com Ruffino também é comum que os barcos saiam de um porto cumprindo as medidas e em seguida parem em outro local para receber mais passageiros, escapando da fiscalização. “Nós estamos identificando essas situações para intensificar nossa fiscalização em outros pontos de acesso dessas embarcações”, relatou.

“O governo tem se empenhado em conduzir a pandemia da melhor maneira, com todas as medidas necessárias, sem deixar de observar a necessidade da reabertura do comércio. Mas sempre com o principal foco na saúde das pessoas, na segurança das pessoas na pandemia. É bem difícil, mas em razão dessa falta de consciência de uma parte da população, temos intensificado nossa fiscalização”, completou.