quarta-feira, 30, setembro, 2020
Coronavírus não se torna mais infeccioso com mutações, mostra pesquisa
Mais de 6.800 mutações do novo coronavírus já foram identificadas, mas isso não necessariamente significa que o vírus está se tornando mais perigoso

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Covid-19 – Um estudo realizado pela University College London, no Reino Unido, pode ter revelado que as mutações do novo coronavírus não necessariamente fazem que a covid-19 se torne mais agressiva em relação ao seu potencial de transmissão. A pesquisa ainda não foi propriamente revisada.

“Empregamos uma nova técnica para determinar se os vírus com uma nova mutação são realmente transmitidos a uma taxa mais alta e descobrimos que nenhuma das mutações parece estar fazendo isso“, afirmou Francois Balloux, professor da UCL e responsável pela nova pesquisa.

Para o estudo, os cientistas modelaram a árvore evolutiva do vírus e analisaram se uma determinada mutação estaria se tornando mais comum dentro de determinado ramo da árvore. Se isso estivesse acontecendo, o vírus poderia estar se tornando mais infeccioso a partir de novas mutações.

Sem evidências do desenvolvimento das capacidades virais do covid-19, os resultados mostraram que a maioria dessas mutações é considerada neutra. Ou seja, não afetam caraterísticas como a letalidade ou o potencial de transmissibilidade do vírus.

Ainda que o estudo tenha sido publicado em formato de pré-impressão e não tenha sido revisado por pares da comunidade científica internacional, a pesquisa feita com 15 mil pacientes infectados de 75 países foi elaborada de acordo com outro estudo realizado e já revisado e publicado no começo do mês na revista científica Infection, Genetics and Evolution.

Milhares de mutações

Assim como outras infecções virais, o novo coronavírus pode desenvolver novas mutações de três formas distintas. Por ora, pesquisadores da UCL, do Centro de Pesquisa Agrícola Francês (Cirad) e da Université de la Réunion, também na França, além da Universidade de Oxford, no Reino Unido, identificaram 6.822 mutações diferentes do SARS-CoV-2 em todo o planeta.

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