Samel é pioneira em Ventilação Não Invasiva, no Brasil; método pode ser adotado pela SES-AM

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) está discutindo o uso de novas tecnologias no tratamento da Covid-19 em pacientes da rede estadual de saúde, que consistem na Ventilação Não Invasiva (VNI) para amenizar o desconforto de pacientes com insuficiência respiratória e reduzir a intubação.

 

O tratamento é o mesmo adotado pela Samel, sendo a primeira instituição de saúde no Brasil a adota-lo, desde março de 2020, ainda na primeira onda do Covid-19 no Amazonas, o qual apresentou resultados promissores, tornando-se referência em todo o país.

 

O objetivo deste é introduzir a fisioterapia com o uso de VNI ainda na enfermaria, partindo de estudos e experiências que mostram que o reforço no tratamento ao paciente nesta etapa diminui o tempo de internação, evita levar o paciente para a UTI e reduz o índice de mortalidade. a SES-AM pretende reforçar o serviço de fisioterapia nas unidades porta de entrada para a Covid-19.

 

De acordo com o doutorando em Ciências da Reabilitação da Universidade Federal de Minas Gerais, Marcos Giovanni Carvalho, os estudos mostraram que o uso de terapias não invasivas reduzem em até 61% a necessidade de intubação do paciente.

 

Desde o início da pandemia, a Samel descartou o procedimento precoce de intubação, dando preferência ao processo de ventilação não invasivo, aprimorando a capacidade e a eficácia dos tratamentos.

 

Mortalidade e custos

 

Os especialistas descrevem que “hoje não há dúvidas de que o uso da VNI em grupos selecionados de pacientes é responsável pela diminuição da necessidade de intubação, mortalidade e custos do tratamento. Diante do exposto, além da recomendação para o uso nos pacientes que sofrem de complicações pulmonares decorrentes da Covid-19, este método de tratamento pode ser indicado e executado por um fisioterapeuta para pessoas/pacientes que apresentam as seguintes condições: pós-extubação difícil, edema agudo pulmonar, doença pulmonar obstrutiva crônica agudizada, crise de asma agudizada, apneia obstrutiva do sono, fadiga muscular respiratória, doenças neuromusculares, disfunção diafragmática, colapsos pulmonares (atelectasias)”.

 

Além de reduzir o desconforto respiratório, a tecnologia proporciona melhorias nos níveis de oxigenação dos pacientes, conforme apontaram os especialistas.

 

Equipamentos

 

No documento, elaborado pelos especialistas, eles citam a utilização de máscaras VNI para reduzir a mortalidade hospitalar. Conforme os profissionais, a VNI mantém as barreiras de defesa natural, reduz a necessidade de sedação e o período de ventilação mecânica, podendo evitar intubação orotraqueal e suas possíveis complicações.

 

A comissão também orienta quanto aos equipamentos necessários para a realização de ventilação não invasiva. São eles: o Bipap, também chamado de Bilevel ou Pressão Positiva Bifásica, que favorece a respiração através da aplicação da pressão positiva em dois níveis.

 

E o CPAP, ventilação não invasiva que funciona aplicando uma pressão contínua durante a respiração, o que significa que é utilizado somente um nível de pressão. “Ressaltamos ainda que a terapia com CPAP é mais indicada para o cuidado e tratamento de pacientes que apresentam um quadro clínico de hipoxemia”, diz o documento, se referindo ao quadro de baixa oxigenação no sangue, muito comum em pacientes com Covid-19.

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