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terça-feira, 14 de julho de 2026

SUS lança teleatendimento gratuito para combater compulsão por apostas online

O Ministério da Saúde, por meio do SUS, iniciou um serviço de teleatendimento gratuito voltado para indivíduos que enfrentam compulsão por apostas online (bets). A medida surge como resposta a um problema crescente, com estudos indicando perdas econômicas e sociais significativas para o país, estimadas em R$ 38,8 bilhões anualmente.

Acesso facilitado ao tratamento

Segundo o ministério, a busca por atendimento presencial para este tipo de compulsão ainda é baixa, muitas vezes devido à vergonha, medo de julgamento ou dificuldade em reconhecer o problema. O teleatendimento foi estruturado para superar essas barreiras, oferecendo um cuidado reservado, seguro e acessível a todos.

Capacitação de profissionais

Em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Ministério da Saúde está capacitando profissionais da área para oferecerem esse atendimento específico. Foram disponibilizadas 20 mil vagas para a capacitação, com 13 mil inscrições já realizadas e 1,5 mil profissionais já formados. O objetivo é que o teleatendimento resolva a compulsão ou, quando necessário, direcione o paciente para a Rede de Atenção Psicossocial.

Linha de Cuidado e Guia de Orientação

O teleatendimento integra a Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas. Essa linha inclui também orientações clínicas detalhadas no Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas.

Plataforma de Autoexclusão

Outra iniciativa do governo federal é a Plataforma de Autoexclusão Centralizada, lançada em dezembro passado. A plataforma permite que apostadores que desejam parar com o vício solicitem o bloqueio de seus CPFs em sites de apostas, impedindo novos cadastros e o recebimento de publicidade. O bloqueio pode ser por dois meses, seis meses ou indeterminado, acessível pelo endereço eletrônico gov.br/autoexclusaoapostas, utilizando contas gov.br nível prata ou ouro.

O Ministro Padilha destacou que mais de 300 mil pessoas já se beneficiaram da autoexclusão, reduzindo a exposição ao risco. Ele ressaltou que o sistema permite identificar o cartão SUS do usuário autoexcluído e seu vínculo com Unidades Básicas de Saúde, facilitando o encaminhamento rápido para atendimento em casos de risco grave à saúde mental.

Com Informações da Agência Brasil