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sábado, 25 de julho de 2026

Brasil busca parceria com Índia para produção conjunta de medicamentos e vacinas

O Brasil demonstrou interesse em firmar uma cooperação estratégica com a Índia para a produção conjunta de medicamentos e vacinas. A iniciativa foi apresentada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a participação do presidente Lula na cúpula sobre inteligência artificial em Nova Délhi.

A proposta abrange a colaboração entre instituições públicas e empresas dos dois países, com foco na fabricação de medicamentos oncológicos e também de fármacos destinados ao combate de doenças tropicais. Segundo Padilha, a parceria visa fortalecer a capacidade produtiva local e ampliar o acesso a tratamentos essenciais.

Ampliação do acesso e intercâmbio de experiências

Em reuniões com os ministros indianos Jagat Prakash Nadda (Saúde e Bem-Estar da Família) e Prataprao Jadhav (de Medicina Tradicional), Padilha destacou a intenção de expandir as ações e o intercâmbio de conhecimentos sobre o acesso universal e gratuito aos serviços de saúde.

“Brasil e Índia têm sistemas públicos robustos, forte capacidade científica e papel estratégico no Sul Global. Nossa cooperação em saúde pode ampliar o acesso da população a medicamentos, fortalecer a produção local e impulsionar a inovação”, ressaltou o ministro brasileiro.

Padilha estendeu um convite para que a Índia integre a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo. “Queremos que Índia e Brasil estejam na linha de frente de uma nova agenda internacional de saúde baseada em produção local, inovação e cooperação solidária”, pontuou.

Inteligência artificial e saúde digital

Outro ponto relevante nas discussões entre as autoridades brasileiras e indianas foi a exploração do uso de tecnologias digitais e inteligência artificial para aprimorar a organização dos sistemas públicos de saúde. O intercâmbio em saúde digital foi visto como uma ferramenta importante para a modernização do Sistema Único de Saúde (SUS), a ampliação do acesso e a qualificação do atendimento à população.

Adicionalmente, foi discutida a possibilidade de implementar uma biblioteca digital de medicina tradicional. O objetivo seria compilar evidências científicas, protocolos, estudos clínicos, registros históricos e boas práticas relacionadas a práticas integrativas e complementares em saúde.

Com informações da Agência Brasil