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sábado, 25 de julho de 2026

Anvisa aprova novo medicamento Sephience para tratar fenilcetonúria no Brasil

Anvisa concede registro para Sephience, um novo tratamento para fenilcetonúria

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a aprovação do registro do medicamento Sephience, que será utilizado no tratamento da fenilcetonúria. Esta condição é uma doença genética rara caracterizada pela deficiência de uma enzima hepática crucial para a metabolização da fenilalanina, um aminoácido presente em proteínas alimentares.

Entendendo a fenilcetonúria e seus riscos

A fenilalanina, embora essencial, precisa ter sua ingestão rigorosamente controlada em indivíduos com fenilcetonúria. Segundo a Anvisa, o acúmulo desse aminoácido no sangue pode ser neurotóxico, levando a graves sequelas como déficits neurocognitivos e deficiência intelectual severa e irreversível.

Importância do diagnóstico precoce e tratamento contínuo

O controle dos níveis de fenilalanina no sangue deve começar logo no primeiro mês de vida e ser mantido por toda a vida. O Sephience, aprovado para uso em crianças e adultos, atua auxiliando na quebra desse aminoácido, o que pode expandir as opções dietéticas e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Diagnóstico e rastreamento no Brasil

Dados do Ministério da Saúde apontam que a fenilcetonúria afeta cerca de um em cada 15 mil a 17 mil nascidos vivos no Brasil. O diagnóstico precoce é realizado por meio da detecção de níveis elevados de fenilalanina no sangue dos bebês, geralmente entre o terceiro e o quinto dia de vida. O exame é oferecido gratuitamente a toda a população pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como parte do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN).

Sintomas e orientações para famílias

Bebês com fenilcetonúria não apresentam sintomas ao nascer, mas sinais de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor podem se tornar evidentes aos seis meses de idade. Sem tratamento iniciado no primeiro mês de vida, a condição pode evoluir para deficiência intelectual, odor característico na urina e suor, além de distúrbios comportamentais. É fundamental que as famílias verifiquem a presença e a quantidade de fenilalanina em rótulos de alimentos e medicamentos, especialmente aqueles que contêm o adoçante aspartame, que é proibido para esses pacientes.

Com Informações da Agência Brasil