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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Arrecadação federal bate recorde em janeiro e atinge R$ 325,7 bilhões

A arrecadação federal alcançou R$ 325,7 bilhões em janeiro, o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica em 1995. O resultado representa um crescimento real de 3,56% em comparação com janeiro do ano passado, já descontada a inflação. Os dados foram divulgados pela Receita Federal do Brasil.

Impulsionadores do crescimento

Segundo o Fisco, o desempenho foi impulsionado pelo crescimento da atividade econômica e por mudanças recentes na legislação tributária. Entre os destaques está o avanço do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cuja arrecadação somou R$ 8 bilhões em janeiro, com alta real de 49,05% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado reflete alterações na legislação que ampliaram a incidência do imposto sobre novas operações financeiras.

O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital também registrou crescimento expressivo de 32,56%, totalizando R$ 14,68 bilhões. O desempenho foi influenciado por aplicações em renda fixa e pela tributação de Juros sobre Capital Próprio (JCP). No fim do ano passado, o Congresso Nacional aprovou o aumento, de 15% para 17,5%, da alíquota de IRRF para o JCP, mas essa alta só se refletirá na arrecadação a partir de abril.

Previdência e tributos sobre vendas

A arrecadação da Previdência Social atingiu R$ 63,45 bilhões, com aumento real de 5,48% em relação a janeiro do ano passado. O avanço foi atribuído ao crescimento de 3,49% na massa salarial e à alta de 7,46% na arrecadação do Simples Nacional.

As receitas da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social (PIS) somaram R$ 56 bilhões, com expansão real de 4,35%. Segundo a Receita, a alta reflete o aumento no volume de vendas do comércio e de serviços.

Tributação de apostas e queda nas importações

A tributação sobre apostas online e jogos de azar gerou R$ 1,5 bilhão em janeiro, um aumento expressivo de 2.642% em relação aos R$ 55 milhões de janeiro do ano passado. O crescimento reflete a regulamentação e a ampliação da cobrança sobre as chamadas “bets”.

Em sentido contrário, tributos ligados à importação apresentaram recuo real. As receitas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação caíram 14,74% em janeiro. A Receita atribui o resultado à redução do volume de importações em dólar e à queda da taxa de câmbio na comparação anual.

Meta fiscal

O desempenho de janeiro reforça o caixa do governo e contribui para o cumprimento da meta fiscal estabelecida para 2026, que prevê superávit primário de R$ 34,3 bilhões. As regras fiscais estabelecem um limite de tolerância, permitindo que o governo obtenha resultado primário zero até um superávit de R$ 68,6 bilhões em 2025.

Com Informações da Agência Brasil