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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Contas externas do Brasil registram déficit menor em janeiro de 2026

As contas externas do Brasil apresentaram um déficit de US$ 8,360 bilhões em janeiro de 2026, uma redução em comparação com os US$ 9,809 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. A melhora nas transações correntes, que incluem comércio de bens e serviços, deve-se principalmente ao aumento do superávit comercial.

Superávit comercial e redução de importações

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central (BC), Fernando Rocha, explicou que o superávit comercial cresceu US$ 2,1 bilhões. Esse aumento foi resultado da “bastante generalizada” redução nas importações em todos os setores, refletindo a desaceleração da atividade econômica no país.

A conta de serviços também contribuiu para a melhora, com um déficit menor em US$ 581 milhões. No entanto, o déficit em renda primária, que abrange pagamentos de juros e lucros de empresas, aumentou em US$ 1,3 bilhão.

Déficit em 12 meses e PIB

Nos 12 meses encerrados em janeiro de 2026, o déficit em transações correntes somou US$ 67,551 bilhões, representando 2,92% do Produto Interno Bruto (PIB). No período equivalente encerrado em janeiro de 2025, o déficit era de US$ 72,421 bilhões, ou 3,35% do PIB.

Investimentos diretos sustentam o equilíbrio externo

Fernando Rocha destacou que o déficit externo está sendo bem financiado por capitais de longo prazo, especialmente pelos investimentos diretos no país (IDP). O IDP atingiu US$ 8,168 bilhões em janeiro de 2026, superior aos US$ 6,708 bilhões do mesmo mês em 2025.

O IDP é considerado a melhor forma de cobrir o déficit externo, pois os recursos são aplicados no setor produtivo e geralmente são de longo prazo. Nos 12 meses até janeiro de 2026, esses investimentos acumularam US$ 79,137 bilhões (3,42% do PIB).

Investimentos em carteira e reservas internacionais

Os investimentos em carteira no mercado doméstico registraram uma entrada líquida de US$ 8,867 bilhões em janeiro de 2026, o maior valor desde julho de 2018. Em 12 meses, esses investimentos somaram US$ 24,9 bilhões.

O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 364,367 bilhões em janeiro de 2026, um aumento de US$ 6,134 bilhões em relação ao mês anterior.

Detalhes da balança de transações correntes

As exportações de bens totalizaram US$ 25,282 bilhões em janeiro de 2026, uma leve redução de 1,2% em relação ao ano anterior. Já as importações caíram 10%, somando US$ 21,766 bilhões.

A balança comercial fechou com superávit de US$ 3,516 bilhões em janeiro de 2026, contra US$ 1,396 bilhão no mesmo mês de 2025.

O déficit na conta de serviços foi de US$ 3,972 bilhões, uma redução de 12,8%. Contudo, o déficit na conta de viagens internacionais aumentou 48,4%, impulsionado pelo aumento das despesas de brasileiros no exterior.

O déficit em renda primária chegou a US$ 8,312 bilhões, um aumento de 18,7% em relação a janeiro de 2025, devido à maior remessa de lucros e dividendos por investimentos estrangeiros no Brasil.

A conta de renda secundária apresentou um superávit de US$ 408 milhões.

Com Informações da Agência Brasil