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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Haddad defende aumento de imposto sobre importados para proteger indústria nacional

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou nesta quarta-feira (25) a decisão do governo de aumentar o imposto de importação para mais de mil produtos, como smartphones e equipamentos industriais. Segundo Haddad, a iniciativa tem um caráter regulatório e visa principalmente “proteger a produção nacional”.

Objetivo e impacto no consumidor

Haddad destacou que mais de 90% dos itens afetados são fabricados no Brasil, o que, em sua visão, minimiza o impacto sobre o consumidor. “Qual é o objetivo? Trazer essa empresa para o território nacional. Não tem impacto, a não ser na proteção da produção nacional”, afirmou o ministro.

Reajuste tarifário e meta fiscal

O reajuste, que já foi decidido pelo governo, pode elevar as tarifas em até 7,2 pontos percentuais. Parte das novas alíquotas já está em vigor, e o restante será implementado a partir de março. A medida tem o potencial de reforçar os cofres federais em R$ 14 bilhões por ano, contribuindo para a meta fiscal de 2026.

Setores e produtos atingidos

Além de smartphones, a alta do imposto abrange máquinas e equipamentos essenciais para diversos setores industriais. Entre eles estão caldeiras, geradores, turbinas, fornos industriais, robôs industriais, empilhadeiras, tratores, plataformas de perfuração, navios, aparelhos de ressonância magnética, tomógrafos e equipamentos laboratoriais.

Críticas e defesa do governo

A decisão gerou críticas por parte da oposição e de setores empresariais, que alertam para um possível aumento de custos e, consequentemente, nos preços. Em contrapartida, o governo sustenta que a iniciativa visa corrigir distorções e fortalecer a indústria já estabelecida no país.

Smartphones: impacto e exceções

No segmento de celulares, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou que a medida não afetará os aparelhos produzidos no Brasil, que já representam 95% do mercado nacional. Apenas 5% dos celulares são importados. Marcas como Apple, Samsung, Motorola, Jovi, Realme e Oppo não seriam impactadas, enquanto a Xiaomi poderia ser afetada por não possuir fabricação no país. A tarifa zero para componentes importados sem produção nacional similar foi mantida, considerada estratégica para evitar o encarecimento da indústria local.

Com Informações da Agência Brasil