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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Contas públicas registram superávit de R$ 103,7 bilhões em janeiro

As contas públicas do Brasil apresentaram um superávit primário de R$ 103,7 bilhões em janeiro deste ano. O resultado positivo foi impulsionado principalmente pela conta do Governo Central, que registrou um superávit de R$ 87,3 bilhões, revertendo o déficit de R$ 83,2 bilhões observado no mesmo mês de 2025.

Desempenho por esfera de governo

Os governos regionais, compreendendo estados e municípios, também contribuíram para o saldo positivo, com um resultado de R$ 21,3 bilhão em janeiro. Contudo, esse valor foi ligeiramente inferior aos R$ 22 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

Em contrapartida, as empresas estatais (federais, estaduais e municipais, excluindo Petrobras e Eletrobras) apresentaram um déficit de R$ 4,9 bilhões em janeiro, impactando negativamente o resultado consolidado das contas públicas. No ano anterior, esse déficit foi de R$ 1 bilhão.

Gastos com juros e resultado nominal

Os gastos com juros somaram R$ 63,6 bilhões em janeiro, reflexo da alta da taxa Selic e do aumento do endividamento. Consequentemente, o resultado nominal, que considera o resultado primário e os juros, apresentou uma queda. O superávit nominal foi de R$ 40,1 bilhões, inferior aos R$ 63,7 bilhões registrados em janeiro de 2025.

Em uma perspectiva de 12 meses encerrados em janeiro, o setor público acumula um déficit de R$ 1,1 trilhão, o que representa 8,49% do PIB. Este indicador é observado por agências de classificação de risco e investidores.

Dívida pública em janeiro

A dívida líquida do setor público atingiu R$ 8,3 trilhões em janeiro, correspondendo a 65% do PIB, uma redução de 0,3 ponto percentual em relação ao mês anterior. Essa diminuição foi influenciada pelo superávit primário, pela variação do PIB nominal e ajustes na dívida externa, parcialmente compensados pelos juros e pela apreciação cambial.

A dívida bruta do governo geral (DBGG), que abrange os passivos das esferas federal, estadual e municipal, permaneceu estável em R$ 10,1 trilhões, representando 78,7% do PIB, mesmo patamar do mês anterior. A DBGG é utilizada para comparações internacionais do endividamento de um país.

Com Informações da Agência Brasil