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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Novas diretrizes do SUS ampliam o tratamento de fibromialgia no Brasil

Fibromialgia no SUS: Novas diretrizes para tratamento e diagnóstico

O Governo Federal implementou novas diretrizes que visam ampliar o tratamento da fibromialgia no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa busca dar maior visibilidade à síndrome, que afeta de 2,5% a 5% da população brasileira, e oferecer novas oportunidades de cuidado.

Entendendo a fibromialgia

A fibromialgia é caracterizada por dores constantes em todo o corpo, sem relação com lesões ou inflamações. De acordo com o reumatologista José Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, a síndrome geralmente vem acompanhada de fadiga, alterações no sono e distúrbios cognitivos.

Sintomas comuns da fibromialgia:

  • Dor generalizada e constante
  • Fadiga e falta de energia
  • Problemas de sono (insônia, apneia)
  • Sensibilidade aumentada a estímulos (toque, cheiros, sons)
  • Alterações de humor (depressão, ansiedade)
  • Dificuldades de memória e concentração

Diagnóstico da síndrome

O diagnóstico da fibromialgia é clínico, baseado no relato do paciente e no reconhecimento dos sintomas pelo médico. Não existem exames específicos para a doença, sendo crucial a avaliação de um reumatologista para descartar outras condições.

Fibromialgia reconhecida como deficiência

Em julho de 2025, a Lei 15.176/2025 reconheceu a fibromialgia como deficiência. Essa medida garante acesso a direitos como cotas em concursos públicos, isenção de impostos na compra de veículos adaptados e benefícios previdenciários como aposentadoria por invalidez e BPC, mediante avaliação pericial.

Tratamento multidisciplinar pelo SUS

O Ministério da Saúde lançou um planejamento estruturado para o tratamento da fibromialgia no SUS. O programa inclui a capacitação de profissionais e um modelo de tratamento multidisciplinar, com foco em fisioterapia, apoio psicológico e terapia ocupacional. A atividade física constante e tratamentos não farmacológicos são considerados essenciais, assim como o acompanhamento farmacológico para controle da dor.

Com Informações da Agência Brasil