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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Governo mantém taxas de importação de eletrônicos e evita aumento de preços

O governo federal decidiu revisar as tarifas de importação de smartphones e outros produtos eletroeletrônicos, com o objetivo de manter os preços ao consumidor estáveis. A medida, aprovada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), tem um impacto estimado em apenas 0,062% de aumento para o consumidor final.

Produção nacional garante estabilidade de preços

Segundo Uallace Moreira Lima, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a decisão tem baixo impacto devido à alta produção nacional de celulares. Cerca de 95% dos aparelhos consumidos no Brasil são fabricados no país.

O que mudou nas tarifas?

A revisão abrange 120 produtos. Desses, 105 itens tiveram a tarifa de importação zerada, enquanto 15 produtos, como notebooks e smartphones, mantiveram seus percentuais anteriores. Originalmente, esses 15 itens poderiam ter suas tarifas elevadas para 16% ou 20%, ou de 12% para 16%, por possuírem similares produzidos no Brasil. Com a revisão, as alíquotas, como 10% ou 16%, foram mantidas.

Defesa da cadeia produtiva e custos baixos

O objetivo central da medida é defender a cadeia produtiva nacional, ao mesmo tempo em que se busca manter baixos os custos de produção para as empresas. O regime de ex-tarifário, que reduz o imposto de importação para certos bens, foi mantido.

A concessão de ex-tarifário será automática mediante solicitação da indústria, antes da análise de 150 dias para verificar a existência de produção nacional. Essa calibragem visa proteger a produção, o emprego e a renda, sem gerar aumento de preços.

Diálogo com o setor produtivo

Uallace Moreira Lima destacou que parte da repercussão negativa inicial decorreu de uma “falta de leitura atenta” das resoluções. Ele afirmou que o compromisso de restabelecer imediatamente o benefício para produtos que teriam alíquota elevada de 0% para 7% está sendo cumprido mediante pedido das empresas.

Como funcionam os pedidos de revisão

Empresas cujas alíquotas de importação foram elevadas de 0% para 7% podem solicitar revisão. O governo analisará a existência de similar nacional. Se não houver, a alíquota permanece em 0%; se houver, retorna para 7%.

Novos investimentos que necessitem de importação de máquinas ou equipamentos sem tarifa zero também podem solicitar o enquadramento no ex-tarifário, mediante análise de similar nacional.

Com Informações da Agência Brasil