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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Mercado mantém projeções para PIB e inflação em 2026, segundo Boletim Focus

As previsões do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira e o índice de inflação em 2026 não apresentaram alterações significativas na última edição do Boletim Focus, pesquisa semanal divulgada pelo Banco Central (BC).

Projeções para PIB

A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 manteve-se em 1,82%. Para 2027, a projeção para o PIB ficou em 1,8%, enquanto para 2028 e 2029, o mercado financeiro espera um crescimento de 2% em ambos os anos.

Em 2024, o PIB brasileiro fechou com alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão.

A previsão para a cotação do dólar ao final de 2026 está em R$ 5,42, com expectativa de R$ 5,50 ao fim de 2027.

Inflação e Meta do BC

A previsão do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, permaneceu em 3,91% para 2026. Para 2027, a projeção passou de 3,8% para 3,79%, e para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para ambos os anos.

A estimativa para a variação de preços em 2026 está dentro do intervalo da meta de inflação perseguida pelo BC, que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo (entre 1,5% e 4,5%).

Em janeiro, a inflação oficial do mês fechou em 0,33%, mesmo patamar de dezembro, com alta acumulada em 2025 de 4,44%, segundo o IBGE.

Juros Básicos (Selic)

A taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano, deve começar a ser reduzida em março, segundo o Comitê de Política Monetária (Copom), caso a inflação permaneça controlada. No entanto, os juros deverão se manter em níveis restritivos.

A estimativa dos analistas de mercado para a Selic ao final de 2026 foi reduzida de 12,13% para 12% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é de 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

A elevação da Selic tem o objetivo de conter a demanda aquecida e a inflação, mas pode dificultar a expansão econômica. A redução da taxa tende a baratear o crédito, estimular a produção e o consumo.

Com Informações da Agência Brasil