
Integração e respeito: projeto une gerações contra o preconceito
Alunos do 6º e 9º ano da Escola Estadual (EE) Vicente Schettini, em Manaus, participaram de uma palestra de sensibilização sobre bullying e etarismo, em parceria com o Centro de Convivência do Idoso (CECI) Aparecida. A atividade, realizada nesta terça-feira (03/03), buscou reforçar a integração entre a escola e órgãos externos, promovendo a conscientização social e o respeito humano.
Sob o tema “Bullying: pessoa idosa e etarismo”, a iniciativa proporcionou uma dinâmica intergeracional. Enquanto o grupo de idosos “Guerreiros” apresentou músicas de sua época, os estudantes compartilharam novidades como danças, jogos eletrônicos e a prática de selfies, promovendo um intercâmbio cultural e de aprendizado.
Diversificação curricular e aprendizado social
O diretor da EE Vicente Schettini, Paulo Ramos, destacou a importância da parceria com o CECI para enriquecer o currículo da escola. Segundo ele, a colaboração permite que os estudantes vão além do conteúdo formal, aprofundando-se em questões sociais relevantes para a comunidade.
“Essa parceria de hoje, com essa ação sobre bullying, etarismo e pessoa idosa, vem somar com a parte diversificada do currículo da nossa escola, trazendo mais movimentação, diversidade no conteúdo, e até mesmo entretenimento”, afirmou o diretor.
Etarismo: combatendo o preconceito pela idade
Durante o encontro, os estudantes aprenderam sobre o etarismo, definido como o preconceito e a discriminação baseados na idade, que afeta principalmente os idosos. A troca intergeracional foi idealizada para fortalecer os laços entre idosos e jovens, incentivando o aprendizado mútuo, a tolerância e o sentimento de pertencimento.
A assistente social Úrsula Castro, responsável pela dinâmica, ressaltou a leveza com que o tema foi abordado. “A gente veio com a nossa alegria, que é o que a gente sabe fazer melhor, porque o Centro de Convivência tem essa proposta da alegria, e as crianças já são alegres naturalmente, então trabalhar o etarismo foi muito mais suave na troca de saberes”, explicou.
Um aluno de cada lado: aprendizado mútuo
João Miguel, aluno do 6º ano, de 11 anos, considerou a dinâmica um sucesso. Ele acredita que a interação foi benéfica para ambos os grupos. “A gente aprendeu coisas novas, que não podemos fazer bullying, entre outras coisas. Eu também ensinei para eles como eu jogo, é uma coisa que eu sei fazer, um jogo que eu acho divertido e pouca gente conhece”, relatou o estudante.
Com Informações da Agência Amazonas


