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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

MPT processa bolsonarista dono da Havan e pede R$ 30 milhões por assédio eleitoral

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou, nesta quinta-feira (17), uma ação civil pública contra a Havan e o empresário Luciano Hang por suspeita de assédio eleitoral. O órgão pede R$ 30 milhões por dano moral coletivo e outras medidas relacionadas às eleições de 2026.

A ação foi apresentada à Justiça do Trabalho, em Goiânia, após um discurso feito por Hang durante a inauguração de uma loja da Havan em Caldas Novas (GO), em 29 de agosto. Na ocasião, o empresário criticou a proposta de acabar com a escala 6×1 e relacionou a mudança a possíveis impactos sobre empregos e renda.

Para o MPT, a manifestação ocorreu diante de trabalhadores recém-contratados e poderia ser interpretada como pressão sobre a escolha política dos empregados. O órgão afirma que o questionamento não está na opinião de Hang sobre a proposta, mas na utilização da posição de poder dentro da relação de trabalho.

Além da indenização de R$ 30 milhões, o MPT pede que os trabalhadores atingidos recebam compensação individual de pelo menos 20 vezes o último salário. Também foi solicitado que Hang grave um vídeo de retratação em até 48 horas.

A ação ainda requer que a Havan libere os funcionários para votar nos dias 4 e 25 de outubro, sem desconto salarial, e adote medidas para impedir novas manifestações político-eleitorais em lojas e eventos da empresa.

O MPT também pede a criação de um programa permanente de neutralidade político-eleitoral na rede. A Havan e Luciano Hang já haviam sido alvo de uma ação do órgão por assédio eleitoral durante as eleições de 2018.