28.3 C
Manaus
sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Ex integrante do MBL é investigada após declarações sobre morte de Renan Santos

Uma ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), Glenda Varotto, teria discutido durante meses a possibilidade de matar Renan Santos, coordenador do MBL e candidato à Presidência da República pelo Missão. O conteúdo consta de 378 arquivos, entre fotos, vídeos e gravações de áudio, obtidos pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.

Conhecida nas redes sociais como Espectro Cinza, Glenda aparece em uma das gravações afirmando que queria ver Renan morto. Em outro áudio, ela relata a um confidente que gostaria de ter um relacionamento com o candidato, mas que não teria sido correspondida.

Após o afastamento do MBL, segundo o material divulgado pelo portal, Glenda passou a conversar com outros ex integrantes do movimento sobre maneiras de provocar Renan, mencionando ações que causariam irritação, aborrecimento, ódio, vergonha e humilhação.

Em uma das gravações, ela afirma que ficaria satisfeita caso Renan estivesse morto. Em outro diálogo, Glenda também cita outros ex integrantes do MBL e afirma que eles compartilhariam do desejo de morte do candidato. As declarações, contudo, são apresentadas como conteúdo de conversas privadas, e Glenda nega que tivesse intenção real de cometer um assassinato.

À reportagem, Glenda afirmou que os áudios foram apenas desabafos feitos “da boca para fora” durante o período em que enfrentava conflitos com o antigo ambiente de trabalho. Ela negou ter planejado matar qualquer pessoa e afirmou ser alvo de uma campanha para destruir sua reputação.

Natural de Carazinho, no Rio Grande do Sul, Glenda se apresenta nas redes sociais como palestrante, escritora e criadora do chamado Conciliacionismo de gênero. Ela tem cerca de 180 mil seguidores no Instagram.

Segundo o material divulgado pelo Metrópoles, a maior parte dos arquivos foi produzida entre janeiro e agosto deste ano por um amigo e ex professor de inglês de Glenda. Ele teria registrado as conversas após ficar preocupado com as frequentes referências feitas por ela à violência.

Renan Santos afirmou que apresentou uma notícia crime à Polícia Federal de São Paulo em 27 de agosto. Segundo o candidato, o procedimento apura as gravações e uma suposta articulação para assassiná-lo.