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sábado, 18 de julho de 2026

VÍDEO: Padre gera polêmica ao detonar tradição de comer peixe na Sexta-feira Santa

Em vídeo publicado na última terça-feira (31), o padre Caio Queiroz, Sacerdote da Igreja Siríaca Ortodoxa de Antioquia, criticou a ideia de que a Sexta-feira Santa deva ser marcada, sobretudo, por refeições específicas — especialmente a tradição do consumo de peixe. Segundo ele, esse tipo de prática, quando associada a refeições elaboradas, se afasta do sentido religioso da data.

“Essa história de que Sexta-feira Santa você tem que comer peixe… quem inventou isso aí foi no mínimo um peixeiro”, afirmou o sacerdote, em tom de questionamento.

Para o religioso, a data deve ser vivida com foco no jejum, na abstinência e na reflexão sobre a paixão e o sacrifício de Cristo. Ele também contestou a centralidade dada à alimentação, dizendo que, nesse contexto, não haveria espaço para a mensagem espiritual do período.

A fala repercutiu nas redes sociais e dividiu opiniões entre internautas, com comentários que vão desde quem concorda com a crítica até aqueles que defendem as tradições alimentares como parte da cultura e da celebração popular da data.

A publicação repercutiu rapidamente nas redes sociais, gerando debates entre usuários. Parte do público apoiou a visão do sacerdote, entendendo que a data deve priorizar o sentido espiritual do cristianismo, com recolhimento e contrição. Outros, porém, discordaram e defenderam que tradições como a refeição de peixe fazem parte da observância histórica do período, sem necessariamente desviar o foco da fé.

No vídeo, o padre também reforçou a necessidade de uma vivência mais interior, marcada por silêncio, meditação e profundidade, em sintonia com a narrativa da paixão de Cristo. Para ele, a ênfase excessiva em “brincadeiras” e encontros centrados na comida reduziria o significado do momento e enfraqueceria o compromisso de reverência que a Sexta-feira Santa propõe.

A discussão, segundo comentários na internet, evidencia como diferentes interpretações e costumes — religiosos e culturais — podem conviver, e como uma mesma data pode ser lida de formas distintas dentro das comunidades de fé.

Confira: