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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Alckmin defende redução da jornada de trabalho como tendência mundial e assina acordos com a Fiesp

O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que a redução da jornada de trabalho é uma “tendência mundial” e que o debate sobre o tema precisa ser aprofundado. A declaração ocorreu durante a assinatura de um acordo de cooperação com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para combater práticas desleais no comércio exterior e promover um ambiente regulatório mais eficiente.

Acordo de Cooperação com a Fiesp

Durante o evento, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, pediu o adiamento da discussão sobre o fim da escala 6×1 para o próximo ano, citando o ano eleitoral como um fator de potencial conflito de interesses. Em resposta, Alckmin reconheceu a necessidade de mudanças na carga horária e pontuou que a redução já é uma realidade em diversos países.

“Há uma tendência mundial de você ter uma redução. Aliás, isso já vem acontecendo. Então, esse é um debate que não deve fazer corridas e deve ser aprofundado, já que você tem situações muito distintas dentro do próprio setor produtivo. Mas isso é uma tendência”, declarou Alckmin.

Fortalecimento da Defesa Comercial e Ambiente Regulatório

Alckmin e Skaf assinaram dois protocolos de intenções. Um deles visa fortalecer a defesa comercial brasileira, promovendo o comércio justo e o uso de instrumentos para combater práticas desleais. A iniciativa prevê a criação de uma calculadora de margem de dumping e o compartilhamento de ferramentas técnicas.

O segundo protocolo foca em melhorar o ambiente regulatório, buscando desburocratizar, aumentar a competitividade e reduzir custos para empresas e a sociedade. A digitalização de serviços públicos e a integração de sistemas são ações previstas neste acordo.

“Nós vamos tomar uma medida hoje formal, objetivando avançarmos e termos no Brasil, realmente, uma defesa comercial eficiente, para que a gente não possa permitir que os nossos setores e os nossos empregos sejam atacados de uma forma injusta”, disse Skaf.

Expectativas Econômicas

Em sua fala aos empresários, Alckmin também expressou confiança na redução da taxa básica de juros (Selic) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em sua próxima reunião, em março. Ele atribuiu essa expectativa à apreciação do real e à desinflação dos alimentos.

O vice-presidente comentou ainda sobre a nova tarifa global de 15% estabelecida pelos Estados Unidos, considerando-a positiva para o Brasil. Segundo ele, a medida, que se aplica a todos os países, é mais vantajosa para o Brasil do que as tarifas anteriores que variavam por nação, abrindo “uma avenida em termos de voltar a ter um comércio exterior importante com os Estados Unidos”.

Com Informações da Agência Brasil