segunda-feira, 28, setembro, 2020
Associação de shoppings estima 120 mil demitidos e 15 mil lojas falidas

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Do UOL

As lojas de shopping centers demitiram 120 mil pessoas no Brasil em razão da quarentena provocada pela pandemia de covid-19. A estimativa é de que 15 mil lojas fechem as portas definitivamente.

Os dados preliminares foram antecipados  pela Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), que representa 105 mil lojas no país. A associação antecipou o número de demitidos, mas só deve apresentar uma pesquisa detalhada na semana que vem.

O presidente da entidade, Nabil Sahyoun, responsabilizou governadores e prefeitos pelas demissões. “Essa situação vai piorar se governadores e prefeitos não determinarem a reabertura gradual e cuidadosa da economia.Ontem, dados mostraram que a arrecadação federal de impostos é a menor em 13 anos.

“Ele afirma que o fato de estados e municípios não terem adiado o pagamento de impostos por parte das companhias prejudicou o empresariado e “também os empregados que dependem das empresas funcionando”, disse, em relação às demissões.

Para Sahyoun, os governadores apoiam medidas restritivas sem considerar “que já não terão sequer receita para manter o sistema de saúde em funcionamento e os salários dos servidores”.

Questionado se não teme ser responsabilizado pelo possível aumento dos infectados caso a quarentena termine, ele disse que é preciso “tomar posição”.

“Quando você é líder de uma entidade, você tem de se posicionar e arriscar. Tem estatísticas dizendo que o confinamento não resolve em todos os casos. Quando vai ao interior, não tem nada acontecendo em muitas cidades, os seus prefeitos querem abrir, mas o governador não permite por decreto.

Nabil Sahyoun, presidente da Alshop

Reabertura

Sahyon se juntou a outras sete entidades em uma teleconferência com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para pedir “medidas urgentes”, como liberação de créditos com juros menores e redução de burocracias para contrair empréstimos em bancos.

Mas a principal medida defendida é mesmo o fim da quarentena. “Mais de 4.000 municípios têm condições de permitir a reabertura, pois tem baixa ocupação de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva)”.

Sahyoun diz que “o consumidor será cauteloso” porque os que não foram demitidos “já sofreram queda de renda”.

“E se amanhã a gente abrir e não acontecer nada? Não vale o risco? Se der errado, volta atrás. Tem de testar. Testa em um, dois, dez municípios. Aqueles que tiverem superlotação nas UTIs fecha. E nos que não tiveram lotação?

Para Sahyoun, os governadores apoiam medidas restritivas sem considerar “que já não terão sequer receita para manter o sistema de saúde em funcionamento e os salários dos servidores”.

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