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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Bancos poderão abater aportes antecipados ao FGC do compulsório, decide Banco Central

O Banco Central (BC) aprovou nesta terça-feira (3) uma resolução que permite aos bancos descontarem os valores que terão de antecipar ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) do compulsório. O compulsório é o dinheiro que as instituições financeiras são obrigadas a manter parado no BC.

Liberação de liquidez para o setor

A medida tem o potencial de liberar cerca de R$ 30 bilhões para os bancos ainda neste ano. De acordo com o BC, o dinheiro extra não impactará a economia, pois compensará os recursos que deixarão de circular devido às antecipações ao FGC.

Reforço ao FGC após quebras

Em fevereiro, o FGC decidiu que as instituições financeiras precisariam antecipar contribuições mensais para recompor seu caixa, após a quebra do Banco Master e outras instituições associadas. O objetivo é manter a confiança no sistema financeiro, já que o fundo garante depósitos e aplicações de clientes.

Como funciona a garantia do FGC

O FGC é responsável por devolver até R$ 250 mil em investimentos por instituição liquidada e R$ 1 milhão por correntista a cada quatro anos. Essa garantia é fundamental para a segurança dos clientes em caso de problemas com bancos.

Compulsório: ferramenta de controle do BC

Por meio do compulsório, os bancos depositam parte do dinheiro dos clientes no Banco Central. Essa reserva obrigatória auxilia o BC no controle da quantidade de dinheiro em circulação e na manutenção da estabilidade financeira.

A nova regra do BC

Com a nova resolução, o valor antecipado ao FGC poderá ser abatido dessa reserva obrigatória. Sem essa mudança, os bancos teriam que desembolsar os recursos adicionais sem compensação imediata.

Opções de compensação para os bancos

As instituições financeiras poderão escolher se a compensação será feita sobre recursos de depósitos à vista, como contas correntes, ou a prazo, como Certificados de Depósito Bancário (CDB).

Impacto e objetivos da medida

O Banco Central estima que a liberação de até R$ 30 bilhões em 2026 poderá ser utilizada pelos bancos para concessão de crédito e outras operações. O compulsório será recomposto gradualmente. A decisão busca equilibrar o fortalecimento do FGC com a prevenção de aperto de liquidez no sistema financeiro.

Com Informações da Agência Brasil