Custo da construção sobe 1,23% em dezembro, e fecha 2020 com 10,82% de alta, no Amazonas

Foto: divulgação

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado nesta terça-feira (12) pelo IBGE, fechou 2020 com alta de 10,82%, no Amazonas, subindo 5,21 pontos percentuais em relação a 2019 (5,61%). Foi a maior taxa da série com desoneração, iniciada em 2013. Em dezembro de 2020, o índice subiu 1,23%, 1,5 ponto percentual abaixo da taxa do mês anterior (2,73%). Em dezembro de 2019, o resultado foi de 0,30%.

O Sinapi mede o custo nacional para o setor habitacional por metro quadrado, que passou para R$ 1.269,09 em dezembro, no Amazonas, sendo R$ 756,82 relativos aos materiais e R$ 512,27 à mão de obra. Em novembro, o custo havia sido de R$ 1.253,62, no Estado.

Variação anual
Considerando os doze meses do ano de 2020, o custo da construção no Amazonas subiu em onze, havendo queda apenas no mês de fevereiro. Já o ápice da alta no custo ocorreu no mês de outubro quando o índice registrou 2,73% de variação percentual.

O aumento no custo da construção no Estado, em 2019, foi de 5,61%, contra a inflação acumulada de 4,31%. Já em 2020, o aumento foi de 10,82%, contra a inflação de 4,52%. Os resultados demonstram que no último ano os preços subiram mais que o dobro da inflação.

A componente material foi a responsável por todo reajuste ocorrido no ano de 2020, já que não houve aumento para os trabalhadores durante o ano.

Os reajustes ocorridos no ano de 2020 elevaram a posição do Estado em relação ao ano anterior. Em 2019, o Amazonas ocupava a 14ª posição; e, em 2020, o Estado passou para a 13ª posição entre as Unidades da Federação com valores mais elevados.

Variação mensal
Amazonas apresentou o quinto menor reajuste entre as unidades da federação, em dezembro. A variação de 1,23% da construção civil do Amazonas, observada em dezembro, em relação ao mês anterior, posicionou o Amazonas na quinta posição entre as outras unidades da federação com menor reajuste. Os menores índices foram os dos estados do Mato Grosso do Sul, com 0,46%, Mato Grosso, com 0,95% e Acre, 1,08%; e os maiores foram os dos estados de Roraima, com 3,41%, Rio Grande do Sul, com 3,04% e Bahia, com 3,03%.

Custo dos materiais de construção puxou o aumento em dezembro, e o custo da mão de obra apresentou pequena queda.

No Amazonas, o índice da Construção Civil apresentou o custo médio de R$ 1.253,62, em novembro, e passou para R$ 1.269,09, em dezembro. A elevação dos custos foi influenciada pela parcela dos materiais de construção, que cresceu 2,2%, no Amazonas, e acelerou a alta registrada também em setembro e outubro. No Estado, o custo médio do material de construção, por metro quadrado, aumentou de R$ 740,64, em novembro, para R$ 756,82, em dezembro.

Já a parcela de mão de obra, por metro quadrado, tem se mantido estável. O custo médio foi de R$ 512,99, em outubro, mantendo-se praticamente igual em novembro (R$ 512,99) e com leve queda em dezembro (R$ 512,27).

Ranking do custo médio de dezembro

O custo médio da construção civil no Amazonas, de R$1.269,09, posicionou o Estado em uma posição intermediária (13ª), em relação às outras unidades da federação. Os menores custos apresentados foram os de Sergipe (R$ 1.120,38), Rio Grande do Norte (R$ 1.129,59) e Alagoas (R$ 1.155,45); e os maiores os de Santa Catarina (R$ 1.439,42), Rio de Janeiro (R$ 1.402,76) e Acre (R$ 1.398,14).

Amazonas fecha o ano com o quinto maior custo de materiais de construção
O custo médio do material de construção no Amazonas, de R$756,82, posicionou o Estado com o quinto maior custo, em relação ao apresentado pelas demais unidades da federação. Os menores custos de material foram observados no Espírito Santo (R$ 654,32), Sergipe (R$ 662,60) e Rio Grande do Norte (R$ 663,49); e os maiores custos no Acre (R$ 826,16), Tocantins (R$ 776,49) e Rondônia (R$ 772,98).

Custo da mão de obra no Amazonas segue entre os menores do país
O custo médio da mão de obra no Amazonas, de R$512,27, foi o 20º no ranking das unidades da federação. Os menores custos de mão de obra foram os de Sergipe (R$ 457,78), Rio Grande do Norte (R$ 466,1) e Alagoas (R$ 473,88); os maiores custos, os de Santa Catarina (R$ 709,76), Rio de Janeiro (R$ 697,47) e São Paulo (R$ 646,94).

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