
Dívida Pública Federal (DPF) registra leve aumento e fecha janeiro em R$ 8,641 trilhões
A Dívida Pública Federal (DPF) apresentou uma variação mínima em janeiro, registrando um aumento de 0,07% e alcançando R$ 8,641 trilhões. O valor anterior, em dezembro, era de R$ 8,635 trilhões. A alta ocorreu mesmo com um grande volume de vencimentos de papéis prefixados, sendo os juros elevados o principal fator que impediu uma queda mais expressiva do indicador.
Juros altos e apropriação de juros pressionam o endividamento
A Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi), composta por títulos, avançou 0,26%, passando de R$ 8,309 trilhões para R$ 8,33 trilhões. Em janeiro, o Tesouro Nacional resgatou R$ 67,02 bilhões a mais em títulos do que emitiu, especialmente aqueles atrelados à Taxa Selic. Esse resgate líquido foi compensado pela apropriação de R$ 88,53 bilhões em juros, que são reconhecidos e incorporados ao estoque da dívida mensalmente.
Com a Taxa Selic em 15% ao ano, a apropriação de juros tem um impacto significativo no endividamento do governo. No mês passado, as emissões de títulos da DPMFi somaram R$ 145,87 bilhões, mas os resgates chegaram a R$ 212,89 bilhões, impulsionados pelos vencimentos de títulos prefixados.
Dívida externa recua com desvalorização do dólar
Em contrapartida, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) apresentou uma queda de 4,75%, saindo de R$ 326,07 bilhões em dezembro para R$ 310,59 bilhões em janeiro. A principal razão para essa redução foi a desvalorização de 4,95% do dólar no período, reflexo de um alívio no mercado financeiro.
Colchão da dívida pública diminui, mas projeções indicam recuperação
O chamado “colchão” da dívida pública, que é a reserva financeira disponível para cobrir momentos de turbulência ou grandes vencimentos, caiu pelo segundo mês consecutivo, passando de R$ 1,187 trilhão para R$ 1,085 trilhão. Essa redução se deve principalmente ao resgate líquido de títulos em janeiro. Atualmente, o colchão cobre 6,77 meses de vencimentos, o menor patamar desde março do ano passado. No entanto, a expectativa é de que as reservas aumentem nos próximos meses, devido ao menor volume de vencimentos previstos.
Composição da Dívida Pública e projeções para 2026
A composição da DPF sofreu alterações em janeiro, com destaque para o forte vencimento de títulos prefixados. O Plano Anual de Financiamento (PAF) projeta que o estoque da DPF deverá se situar entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões ao final de 2026.
Prazo médio da DPF e participação de investidores estrangeiros
O prazo médio da Dívida Pública Federal (DPF) oscilou de 4 para 4,03 anos. Prazos mais longos geralmente indicam maior confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar seus compromissos. Em janeiro, a participação de não residentes (investidores estrangeiros) na DPF interna aumentou em relação a dezembro.
Com Informações da Agência Brasil

