
O dólar comercial registrou uma alta expressiva de 1,87% nesta terça-feira (3), fechando cotado a R$ 5,261, impulsionado pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A moeda americana atingiu o maior valor desde 26 de janeiro, quando era negociada a R$ 5,28.
Mercado de Ações em Queda Livre
A Bolsa de Valores brasileira acompanhou o pessimismo global, com o índice Ibovespa despencando 3,27% e encerrando o pregão aos 183.104 pontos. Este foi o maior recuo do ano para o principal índice da B3, que chegou a tocar a mínima de 180.518 pontos durante o dia.
Conflito no Oriente Médio Gera Insegurança
A instabilidade nos mercados foi diretamente influenciada pelo agravamento do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, com repercussões no Líbano e em países do Golfo. O anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota crucial para 20% do petróleo mundial, e a suspensão da produção de gás natural liquefeito pelo Catar aumentaram o temor de desabastecimento energético global.
Impacto nas Commodities e Inflação
Os preços do petróleo e do gás natural dispararam no mercado internacional. O barril do tipo Brent subiu mais de 4%, e o gás natural na Europa avançou 22%. Essa alta nas commodities energéticas intensifica as preocupações com a inflação global e uma possível desaceleração econômica.
Busca por Ativos Seguros
Em cenários de incerteza geopolítica, investidores tendem a migrar de ativos de risco, como ações, para ativos considerados mais seguros, como o dólar. O índice DXY, que mede a força da moeda americana contra outras divisas de economias avançadas, registrou alta de 0,66%.
PIB Brasileiro e Perspectivas Econômicas
No cenário doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,3% em 2025. Contudo, a economia mostrou desaceleração no último trimestre de 2025, com alta de apenas 0,1%. A desaceleração econômica e o cenário internacional podem levar o Banco Central a reduzir a Taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual na próxima reunião.
Com Informações da Agência Brasil


