25.4 C
Manaus
sexta-feira, 24 de julho de 2026

Plataformas de cripto no Brasil terão que manter sigilo de usuários após novas regras do CMN

As plataformas que intermediariam transações com criptoativos, conhecidas como Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs), agora terão a obrigação de manter o sigilo das operações de seus clientes e usuários. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (26) alterações que alinham o setor às instituições financeiras tradicionais.

A partir de 1º de março, as SPSAVs deverão seguir a Lei Complementar 105, que estabelece a obrigatoriedade do sigilo bancário e a comunicação às autoridades em caso de suspeitas de crimes. Segundo o Banco Central (BC), essa medida visa promover maior isonomia regulatória e fortalecer a prevenção e o combate a atividades ilícitas como lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo ativos virtuais.

Novas regras contábeis para ativos virtuais

Além da exigência de sigilo, o CMN e o Banco Central definiram critérios contábeis específicos para o reconhecimento, mensuração e divulgação de ativos virtuais por instituições autorizadas. Essas novas regras contábeis passarão a valer em 1º de janeiro de 2027.

A regulamentação abrange os ativos previstos na Lei 14.478, de 2022, como tokens de utilidade usados para pagamentos ou investimentos. Ativos que representam instrumentos financeiros tradicionais seguirão normas próprias. A mudança classifica os ativos virtuais de forma distinta de “outros ativos não financeiros”, buscando maior transparência e alinhamento com práticas internacionais.

Integração ao sistema financeiro

A figura das SPSAVs foi criada em novembro de 2025, como parte do processo de regulamentação do mercado de criptoativos conduzido pelo Banco Central. O objetivo é equalizar o tratamento regulatório entre instituições financeiras tradicionais e empresas que operam com ativos virtuais.

De acordo com o regulador, a clareza nas regras deve aumentar a confiança dos investidores, fortalecer a gestão de riscos e contribuir para a estabilidade do sistema financeiro na oferta de serviços relacionados a criptoativos.

Com Informações da Agência Brasil