
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou nesta terça-feira (7) que o atual chefe do Executivo, Gustavo Petro, estaria articulando uma tentativa de “golpe de Estado” para permanecer no poder. O político de direita pediu que as Forças Armadas defendam a Constituição e rejeitem qualquer ordem que, segundo ele, possa ameaçar a democracia.
A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais. De la Espriella afirmou que Petro e o senador Iván Cepeda, candidato governista derrotado nas eleições, teriam iniciado um plano para tentar impedir a transição de governo.
“Como presidente eleito, peço às Forças Armadas da República da Colômbia que cumpram seu juramento, protejam a Constituição e a democracia e não obedeçam a quaisquer ordens que possam ir contra esses princípios”, declarou.
Petro ainda não havia respondido às acusações até a última atualização. Mais cedo, o presidente colombiano afirmou, sem apresentar provas, que estaria sendo alvo de ameaças de prisão e pediu apoio popular contra o que chamou de um governo ilegítimo.
A transição de poder ocorre em meio a um cenário de tensão política. De la Espriella, apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, venceu o segundo turno contra Iván Cepeda, candidato ligado ao atual governo, em uma disputa apertada realizada em junho. A posse do novo presidente está prevista para 7 de agosto.
No primeiro turno, realizado em maio, De la Espriella terminou na liderança com 43,7% dos votos, enquanto Cepeda obteve 40,9%. Na ocasião, Petro questionou a apuração preliminar e levantou críticas ao sistema eleitoral, citando uma suposta divergência envolvendo o cadastro de eleitores.


