
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre o risco de desenvolvimento de pancreatite em usuários de medicamentos injetáveis comumente conhecidos como “canetas emagrecedoras”. Entre 2020 e dezembro de 2025, foram registradas 145 notificações de suspeitas de eventos adversos graves relacionados ao uso dessas substâncias, incluindo seis casos com suspeita de óbito.
Diante do cenário, a Anvisa determinou em junho de 2025 que a venda desses medicamentos só pode ocorrer mediante retenção de receita médica, seguindo o mesmo modelo de controle dos antibióticos. A prescrição tem validade de até 90 dias.
A agência ressalta que o uso indiscriminado e fora das indicações aprovadas, especialmente para fins estéticos sem necessidade clínica, aumenta significativamente o risco de efeitos adversos e dificulta o diagnóstico de complicações sérias.
Orientações em caso de suspeita
Usuários que apresentarem dor abdominal intensa e persistente, que possa irradiar para as costas e ser acompanhada de náuseas e vômitos – sintomas sugestivos de pancreatite – devem procurar atendimento médico imediatamente.
Profissionais de saúde são orientados a interromper o tratamento ao suspeitar da reação e a não dar prosseguimento caso o diagnóstico de pancreatite seja confirmado.
Importância da notificação
A Anvisa reforça a importância da notificação de eventos adversos no sistema VigiMed. Essa prática contribui para o monitoramento contínuo da segurança desses medicamentos no mercado nacional, que está presente há pouco mais de cinco anos.
Histórico de alertas
Esta não é a primeira vez que a Anvisa emite alertas sobre os riscos associados às canetas emagrecedoras. Em anos anteriores, a agência já havia alertado sobre riscos de aspiração durante procedimentos anestésicos (2024) e a ocorrência de perda de visão rara ligada à semaglutida (2025).
Com informações da Agência Brasil


