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domingo, 26 de julho de 2026

Inicia vacinação de 1,2 milhão de profissionais de saúde contra a dengue

A vacinação contra a dengue para aproximadamente 1,2 milhão de profissionais de saúde assistenciais e de prevenção teve início em todo o país. A iniciativa abrange médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, odontólogos, equipes multiprofissionais, agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE). Trabalhadores administrativos e de apoio em unidades de saúde, como recepcionistas, seguranças, pessoal de limpeza, motoristas de ambulância e cozinheiros, também estão incluídos no público-alvo.

Paralelamente à vacinação dos profissionais, o Ministério da Saúde implementou uma estratégia para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da doença. Desde janeiro, está em andamento a vacinação em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo são adolescentes e adultos de 15 a 59 anos.

Aumento da produção da vacina nacional

A expansão da vacinação para a população em geral depende do aumento da produção de doses. Para isso, o Brasil firmou uma parceria estratégica com a China, envolvendo a transferência da tecnologia nacional desenvolvida pelo Instituto Butantan para a empresa WuXi Vaccines. Essa cooperação tem o potencial de aumentar a produção da vacina nacional em até 30 vezes.

Eficácia da vacina do Butantan

A vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan demonstrou uma eficácia de 74,7% contra a dengue sintomática em indivíduos de 12 a 59 anos. Além disso, apresentou 89% de proteção contra as formas graves da doença e aquelas com sinais de alarme.

Cenário epidemiológico da dengue

Os dados mais recentes indicam uma queda expressiva nos casos de dengue. Em 2025, os casos prováveis da doença no Brasil diminuíram 74% em comparação com 2024, registrando 1,7 milhão de casos frente a 6,5 milhões no ano anterior. O número de óbitos também apresentou uma redução significativa de 72%, passando de 6,3 mil mortes em 2024 para 1,7 mil em 2025. Apesar da melhora, o Ministério da Saúde ressalta a importância de manter as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti em todo o território nacional.

Com informações da Agência Brasil