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segunda-feira, 27 de julho de 2026

SUS inicia transição para insulina de ação prolongada com foco em tecnologia nacional

O Ministério da Saúde anunciou o início da transição da insulina humana para a de ação prolongada, conhecida como glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança visa otimizar o tratamento de pacientes com diabetes, oferecendo um medicamento que permite a manutenção dos níveis de glicose por até 24 horas com uma única aplicação diária.

A introdução da insulina glargina ocorrerá de forma gradual, com base na avaliação individual de cada paciente. Inicialmente, o programa será implementado em quatro estados selecionados, onde profissionais de saúde da atenção primária já estão recebendo treinamento específico. Após os primeiros meses de aplicação, os resultados serão avaliados para definir um cronograma de expansão para todo o país.

Benefícios e Alinhamento Internacional

A insulina glargina representa um avanço terapêutico por sua longa duração de ação, facilitando a adesão ao tratamento e o controle glicêmico. O Ministério da Saúde destaca que essa ampliação de oferta está alinhada às melhores práticas internacionais de manejo do diabetes. Na rede privada, o tratamento com insulina glargina pode ter um custo aproximado de R$ 250 para dois meses de uso.

Parceria Estratégica para Produção Nacional

A expansão do uso da insulina glargina no SUS é fruto de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) que envolve o laboratório Bio-Manguinhos, da Fiocruz, a empresa brasileira Biomm e a chinesa Gan & Lee. Essa colaboração estratégica tem como objetivo a transferência de tecnologia para o Brasil, fortalecendo a autonomia nacional na produção de insulinas.

Investimento e Capacidade de Produção

Por meio dessa parceria, mais de 6 milhões de unidades do medicamento já foram entregues em 2025, com um investimento de R$ 131 milhões. A expectativa é que, até o final de 2026, o Brasil alcance a capacidade de produzir até 36 milhões de tubetes de insulina, garantindo o abastecimento contínuo do SUS. A iniciativa é considerada fundamental diante do cenário de escassez global deste insumo essencial.

Com informações da Agência Brasil